O Rock in Rio anunciou a renovação da parceria com o Grupo Sony Music Brasil para a edição de 2026 e revelou as 28 atrações do palco Supernova. A curadoria volta a ser feita em conjunto com o Filtr Music Brasil, marca de curadoria musical da companhia, e com Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World.
O anúncio posiciona o Supernova, mais uma vez, como um espaço voltado para artistas em ascensão, encontros especiais e nomes que já têm público formado, mas ainda chegam ao festival em um contexto de descoberta para parte da audiência. A próxima edição do Rock in Rio acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
Entre os nomes confirmados estão Milo J, NandaTsunami, Delacruz, Alee, Yago OProprio, Sant, Lourena, Melly, Zeca Veloso, Supercombo, Diogo Defante e o projeto “Rock in Gil”, de Larissa Luz. A programação também inclui João Gordo & Asteroides Trio em “Blietzkrieg Psycho Bop – Ramones 50 years”, além de Matanza Ritual, Bayside Kings, Bruna Black, Ananda, Isa Buzzi, Muse Maya, Celo Dut, Ar Baby, Venere Vai Venus, Chady, Lvcas, Mc Taya, ZeRO, Maui e O Escritório.
Milo J chega ao Brasil em momento de alta na América Latina
A presença de Milo J é um dos pontos de maior peso simbólico no anúncio. O artista argentino aparece como o único nome internacional divulgado para o Supernova até aqui e chega ao Rock in Rio em um momento de forte procura por seus shows na América Latina. Aos 19 anos, ele vem ocupando arenas e grandes palcos com uma combinação de rap, trap, folk argentino, tango e outras sonoridades ligadas à música popular latino-americana.
O show no Rock in Rio também marca uma entrada de peso no Brasil. Em vez de estrear em uma sala menor ou em uma turnê solo de apresentação, Milo J chega diretamente a um dos maiores festivais do país, dentro de um palco pensado justamente para apontar artistas em fase de crescimento. Para o público brasileiro, a escalação funciona como um cartão de visitas de um nome que já movimenta plateias em países vizinhos.
O timing ajuda. Em abril, Milo J chamou atenção com sua participação no “Tiny Desk Concert”, da National Public Radio (NPR), formato que costuma funcionar como vitrine global para artistas em momentos de virada. Na apresentação, ele levou referências de música sul-americana, murga uruguaia e canção popular para um ambiente visto por audiências de diferentes países.
A fase também passa pelo álbum “La vida era más corta”, lançado em 2025, em que Milo J mistura linguagens urbanas com referências de raiz. Essa leitura explica por que sua presença no Supernova não parece deslocada dentro de um line-up majoritariamente brasileiro. Ele entra como um nome latino em expansão, mas com diálogo direto com a lógica do palco: artistas que já têm comunidade, repertório e narrativa, mas ainda podem ser descobertos por uma audiência maior no festival.
A escalação chama ainda mais atenção diante do histórico do Rock in Rio em abraçar apenas atrações latinas com status já consolidado. É o caso de J Balvin, que se apresenta no mesmo dia de Milo J, e nomes que vão de Karol G e Shakira a Maná.
Supernova mistura rap, rock, pop alternativo e projetos especiais
A escalação de 2026 também mostra como o Supernova virou um espaço de cruzamento entre cenas. No rap e nas vertentes urbanas, nomes como Alee, Delacruz, Yago OProprio, Sant, NandaTsunami e Celo Dut indicam uma curadoria atenta ao novo rap brasileiro, que hoje passa por diferentes regiões, estéticas e formas de circulação nas plataformas.
NandaTsunami aparece como um dos nomes que ajudam a traduzir a força de uma geração que constrói público com internet, colaborações, identidade visual e presença em nichos muito ativos. A artista representa uma tendência importante para festivais: a busca por nomes que talvez ainda não tenham o mesmo reconhecimento de rádio ou televisão de artistas mais antigos, mas já movimentam comunidades digitais fiéis.
No rock, o line-up olha tanto para bandas conhecidas quanto para cenas mais pesadas. Supercombo entra como um nome já consolidado dentro do rock alternativo brasileiro, enquanto Matanza Ritual, Bayside Kings e O Escritório ajudam a dar corpo ao recorte ligado ao punk, ao metal e ao hardcore. O projeto com João Gordo & Asteroides Trio também reforça o diálogo com a memória do rock, ao revisitar os 50 anos dos Ramones.
Há ainda espaço para formatos menos óbvios dentro de um palco de festival. Larissa Luz leva o show “Rock in Gil”, dedicado ao repertório de Gilberto Gil, enquanto Zeca Veloso surge em um ponto de conexão entre MPB, nova geração e herança familiar artística. Diogo Defante, por sua vez, aparece em um território híbrido, entre música, performance e humor.

Parceria com Sony e Filtr chega à quarta edição
A renovação da parceria mantém o Grupo Sony Music Brasil como a única companhia do mercado fonográfico parceira de um palco dentro do Rock in Rio. O Supernova chega à quarta edição com participação da empresa, que acompanha o projeto desde sua estreia.
Para a Sony, o palco opera como extensão ao vivo de uma estratégia que passa por streaming, curadoria, conteúdo e experiências presenciais. No Brasil, o Filtr Music deixou de ser apenas uma marca associada a playlists e passou a funcionar também como um braço de projetos proprietários, canais digitais e ativações em eventos.
Zé Ricardo afirma que a curadoria parte da observação constante das cenas musicais e do encontro entre artistas em diferentes momentos de carreira:
“A curadoria do Supernova nasce de uma escuta constante do que está acontecendo de verdade na música. Em conjunto com o Filtr, conseguimos olhar ao mesmo tempo para artistas que chegam com tudo e para nomes que já construíram uma história sólida, e a beleza está justamente nesse encontro. O palco é um espaço onde descoberta e reconhecimento dividem o mesmo lugar, onde diferentes trajetórias, ritmos e origens se cruzam e se iluminam. É essa pluralidade que, a cada edição, faz do Supernova algo especial dentro do Rock in Rio”, comemora.
Wilson Lannes, Chief Operating Officer (COO) do Grupo Sony Music Brasil, também relaciona o projeto à construção de carreira no longo prazo:
“É muito gratificante participar da consolidação do Supernova e ver o palco crescer a cada edição. Projetos dessa dimensão só acontecem com o envolvimento de empresas que acreditam no desenvolvimento artístico de longo prazo e entendem a importância de investir em inovação, descoberta e renovação da cena musical. Estamos muito felizes em fazer parte desta trajetória”, declara.
Line Up Palco Supernova – Rock in Rio 2026
04.09 (sexta-feira)
Diogo Defante
Venere Vai Venus
Rock in Gil com Larissa Luz
Chady
05.09 (sábado)
Supercombo
Lvcas
Mc Taya
ZeRO
06.09 (domingo)
Blietzkrieg Psycho Bop – Ramones 50 years – João Gordo & Asteroides Trio
Matanza Ritual
Bayside Kings
O Escritório
07.09 (segunda-feira) *feriado
Alee
Zeca Veloso
Melly
Maui
11.09 (sexta-feira)
NandaTsunami
Ananda
Isa Buzzi
Muse Maya
12.09 (sábado)
Delacruz
Milo J
Yago OProprio
Celo Dut
13.09 (domingo)
Lourena
Sant
Bruna Black
Ar Baby
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