Guilherme Arantes recebe Medalha UBC em São Paulo e celebra 50 anos de carreira cercado por intérpretes e clássicos

Guilherme Arantes foi homenageado com pocket show, participação de artistas convidados e repertório de sucessos.
Foto de Nathália Pandeló
Nathália Pandeló
Guilherme Arantes com a Medalha UBC (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)
Guilherme Arantes com a Medalha UBC (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)

Guilherme Arantes foi o escolhido para receber a terceira edição da Medalha UBC, entregue na noite de terça-feira, 7 de abril, no Cantaloup Living Room, em São Paulo. A homenagem da UBC – União Brasileira de Compositores marcou, ao mesmo tempo, o reconhecimento a uma das trajetórias mais populares da canção brasileira e o início das comemorações pelos 50 anos de carreira do artista, celebrados em 2026.

A cerimônia reuniu amigos, familiares e nomes da música brasileira em uma noite pensada para destacar a força do repertório de Arantes. A entrega da medalha foi feita por Fernanda Takai, Tulipa Ruiz e Marcelo Castello Branco, diretoras e diretor executivo da entidade, diante de uma plateia formada por artistas, compositores e convidados do setor.

Marcelo Castello Branco, Fernanda Takai, Guilherme Arantes e Tulipa Ruiz (1)
Marcelo Castello Branco, Fernanda Takai, Guilherme Arantes e Tulipa Ruiz (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)

Mais do que uma premiação formal, o encontro apostou na própria obra do homenageado para dar o tom da celebração. Em vez de discursos longos, o evento foi costurado por interpretações de músicas que atravessaram gerações e ajudaram a consolidar Guilherme Arantes como um dos autores mais reconhecidos da música brasileira.

Um repertório que ganhou novas leituras no palco

Artistas homenageiam Guilherme Arantes (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)
Artistas homenageiam Guilherme Arantes (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)

A programação foi construída como um pequeno tributo ao cancioneiro de Guilherme Arantes. Quem abriu a sequência de apresentações foi o pianista franco-brasileiro Aymeric, preparando o clima para uma série de releituras centradas no piano e na voz, fórmula que dialoga diretamente com a trajetória do compositor.

Na sequência, Jonathan Ferr apresentou “Brincar de viver” e “Ballet instrumental” ao piano, enquanto Vanessa Moreno, acompanhada por Salomão Soares, interpretou “Um dia, um adeus” e “Deixa chover”. O recorte do repertório mostrou a variedade da obra de Arantes, que vai da canção romântica ao balanço mais solar, sem perder a marca melódica que fez suas músicas permanecerem em circulação por décadas.

Guilherme Arantes (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)
Guilherme Arantes (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)

A noite também contou com Tiê e Fernanda Takai, que levaram ao palco “Pedacinhos” e “Êxtase”, no caso da primeira, e “O melhor vai começar” e “Coisas do Brasil”, no caso da segunda. Ambas se apresentaram com acompanhamento do pianista Daniel Grajew, em números que ajudaram a costurar diferentes fases do catálogo do homenageado.

O encerramento ficou com o próprio Guilherme Arantes, que se sentou ao piano para cantar “Planeta Água”, “Amanhã” e “Lindo Balão Azul”. A escolha do repertório resumiu bem o tamanho de sua presença na música popular: são canções que circulam entre rádio, televisão, memória afetiva e repertório de shows, mantendo o autor em diálogo constante com públicos de idades muito diferentes.

A Medalha UBC e o lugar de Guilherme Arantes na música brasileira

Ana Carla, Guilherme Arantes e Celso Fonseca (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)
Ana Carla, Guilherme Arantes e Celso Fonseca (Foto Rafael Sonho Real / LordBull)

Criada em 2024, a Medalha UBC nasceu com a proposta de reconhecer nomes de grande peso na composição brasileira. Esta foi a terceira edição da honraria. A primeira teve Fausto Nilo como homenageado, em Fortaleza, e a segunda consagrou Luiz Caldas, em Salvador. Ao escolher Guilherme Arantes para a edição de 2026, a entidade dá continuidade a uma linha que combina longevidade, repertório e influência.

A escolha faz sentido também pelo momento da carreira do artista. Chegar aos 50 anos de trajetória com um catálogo ainda presente no imaginário popular é para poucos. No caso de Guilherme Arantes, isso se explica por uma escrita melódica muito identificável e por músicas que seguiram sendo regravadas, revisitadas e consumidas em diferentes contextos ao longo do tempo.

O evento reuniu ainda nomes como Celso Fonseca, Simoninha, Paula Lima, Anastácia e Aloysio Reis, entre outros convidados. Esse tipo de presença ajuda a medir o tamanho do reconhecimento de Arantes entre colegas de profissão, num ambiente em que a homenagem parte não só de uma instituição, mas também da escuta e da admiração de outros artistas.

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