O Formemus 2026 já começou a movimentar o calendário do mercado da música no segundo semestre. O evento confirmou sua oitava edição entre 5 e 8 de agosto, em Vitória, e abriu as inscrições para o Chamamento Nacional de Showcases, uma das frentes mais visíveis da programação voltada a artistas autorais e independentes de todo o país.
O Formemus funciona como um ponto de encontro entre artistas, profissionais do setor e instituições ligadas à cadeia da música. A proposta vai além dos shows. O evento reúne conferência, rodadas de negócios, atividades de formação e apresentações ao vivo, criando um ambiente em que música e mercado se encontram de forma direta.
As inscrições para os showcases ficam abertas até 1º de maio e são gratuitas. Podem participar artistas e projetos autorais de todo o Brasil que tenham ao menos três músicas lançadas nas plataformas digitais e estejam em atividade há pelo menos 12 meses. Os selecionados recebem ajuda de custo para a apresentação, além de hospedagem para quem vem de fora do Espírito Santo e acesso à estrutura técnica e às atividades profissionais do evento.
O que o showcase representa para quem quer circular
Os showcases do Formemus são apresentações curtas, pensadas para colocar artistas diante de curadores, jornalistas, contratantes, agentes e outros profissionais do setor. Para quem está construindo uma carreira, esse formato costuma ter um peso estratégico porque concentra, em poucos dias, contatos que normalmente levariam meses para acontecer.
Ao mesmo tempo, o showcase não funciona só como vitrine. Ele também ajuda a testar repertório, comunicação e posicionamento diante de um público formado tanto por profissionais quanto por ouvintes. Em eventos desse tipo, a apresentação deixa de ser apenas um show e passa a funcionar como cartão de visita para novas datas, convites e conexões.
A co-realizadora Simone Marçal resume esse papel ao falar sobre o chamamento.
“Para quem investe na carreira musical, o showcase do Formemus representa uma oportunidade concreta de apresentar o trabalho para novos públicos e abrir caminhos reais dentro do mercado da música. É o momento de conhecer players do mercado de todo o Brasil e reforçar laços com festivais, casas de shows, programadores, pessoas ligadas à indústria da música como gravadoras, selos, associações e artistas de todas as regiões brasileiras.”
Conferência, negócios e formação no mesmo espaço

Um dos pontos que ajudaram o Formemus a ganhar espaço nos últimos anos é justamente a combinação entre festival e ambiente profissional. Em vez de separar show, debate e articulação de mercado, o evento reúne essas frentes na mesma programação. Isso ajuda a aproximar músicos, produtores, técnicos, radialistas, professores, estudantes, empresários e jornalistas num mesmo circuito de troca.
Para quem acompanha de fora, esse tipo de estrutura pode parecer algo voltado apenas a quem já está inserido no setor. Mas a lógica é outra. O encontro serve também para apresentar caminhos práticos sobre circulação, formação de público, gestão de carreira e transformações da indústria, temas que afetam tanto artistas em fase inicial quanto profissionais mais experientes.
O co-realizador Daniel Morelo afirma que a edição de 2026 terá atenção especial às mudanças recentes do setor.
“O Formemus nasceu para conectar artistas e profissionais, oferecendo formação, atualização, oportunidades e visibilidade. Nesta edição, os debates estarão ainda mais alinhados às transformações da indústria nessa era de Inteligência Artificial e às perspectivas para o futuro da música.”
Além dos showcases, o evento mantém outros chamamentos públicos e gratuitos, como pitching musical e rodadas de negócios. Esse desenho faz diferença porque abre espaço não só para quem sobe ao palco, mas também para quem atua na articulação de projetos, circulação de shows e construção de parcerias.
O que a edição anterior mostra sobre o tamanho do evento
A edição de 2025 dá uma boa medida do alcance que o Formemus vem tentando consolidar. No ano passado, o encontro recebeu artistas e bandas de todas as regiões do país, além de apresentações de nomes como Fernando Anitelli, com repertório de “O Teatro Mágico”, do grupo Tuyo e da rapper Afronta.
O perfil dos participantes também ajuda a entender o tamanho da rede reunida pelo evento. Passaram pela programação representantes de Warner Chappell, Universal Music, União Brasileira de Compositores (UBC), Associação Brasileira de Música e Arte (ABRAMUS), Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad), Warner Music Group, Rede Globo e Sony Music Brasil, além de curadores de festivais e casas de shows de mais de 20 estados.
Outro traço importante é a abertura para áreas “vizinhas” à música. O Formemus também prevê chamamentos para mostras competitivas de videoclipe e fotografia, o que inclui profissionais do audiovisual e da imagem que atuam dentro do ecossistema musical.
A oitava edição é realizada pela MM Projetos Culturais e Funarte, por meio do Programa de Ações Continuadas 2025, com apoio da Secretaria de Cultura da UFES. Para quem busca visibilidade, circulação e leitura mais clara de como o setor funciona, o encontro em Vitória chega mais uma vez como uma porta de entrada.
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