SP2B acontece no Ibirapuera com 750 painéis, mil horas de conteúdo e 2 mil palestrantes; veja 10 motivos para não perder

A poucos dias da estreia, o SP2B combina shows, novos artistas e debates sobre inteligência artificial, criação musical, rádio e áudio.
Foto de Nathália Pandeló
Nathália Pandeló
SP2B
SP2B (Crédito: Divulgação)

A primeira edição do SP2B – São Paulo Beyond Business começa neste domingo (9) e estará em diferentes espaços do Parque Ibirapuera, em São Paulo, até 16 de agosto. Em uma programação com mais de 750 painéis, mil horas de conteúdo e cerca de dois mil palestrantes, a música aparece tanto nos palcos de shows quanto nas conversas sobre as mudanças do setor.

Ao todo, serão 42 apresentações gratuitas em cinco palcos entre 11 e 16 de agosto. Os shows de Criolo com participação de Ajulliacosta, no dia 15, e do BaianaSystem, no dia 16, já estão com os ingressos destinados ao público esgotados.

Para quem acompanha a música para além dos grandes shows, o evento ainda reúne novos artistas, lançamentos inéditos e discussões sobre inteligência artificial, criação, autoria e o futuro do áudio. Veja 10 motivos para acompanhar o SP2B.

Dez motivos para acompanhar a primeira edição do SP2B

SP2B (Crédito: Divulgação)
SP2B (Crédito: Divulgação)

1. O evento ocupa praticamente todo o Parque Ibirapuera. 

O SP2B será realizado entre 9 e 16 de agosto em diferentes equipamentos do parque, com mais de 750 painéis, mil horas de conteúdo, cerca de dois mil palestrantes e mais de 20 palcos organizados em oito espaços temáticos. A expectativa divulgada pela organização é receber mais de 500 mil pessoas ao longo dos oito dias.

A dimensão importa também para a música porque coloca artistas, executivos e profissionais criativos dentro de um encontro que cruza cultura com tecnologia, negócios, comportamento e desenvolvimento urbano, em vez de tratá-la como um setor isolado.

2. O SP2B traz para São Paulo uma experiência ligada à trajetória do SXSW. 

Hugh Forrest, que passou mais de três décadas no SXSW e atuou como Chief Programming Officer e presidente do evento, integra a equipe de gestão e curadoria do SP2B.

Para o mercado musical, a referência chama atenção porque o SXSW construiu sua história justamente no encontro entre música, tecnologia, audiovisual e negócios. A presença de Forrest ajuda a explicar a proposta transversal adotada pela nova plataforma brasileira.

3. Inteligência artificial será discutida também pelo ponto de vista de quem cria música. 

DJ Meme, Felipe Vassão e Charles Gavin participam, em 15 de agosto, de uma conversa sobre os efeitos da inteligência artificial na criação, na autoria e no mercado.

É uma discussão que ultrapassa a tecnologia em si. O avanço de ferramentas generativas já coloca artistas, compositores, produtores e empresas diante de questões sobre autoria, remuneração, processos criativos e a própria definição do que é uma obra musical.

4. O futuro da distribuição e da descoberta de música entra na programação. 

Marcelo Braga, diretor-geral do Grupo Mix, e Rodrigo Vicentini, gerente-geral da Deezer para a América Latina, discutem a renovação da linguagem do rádio e dos serviços de áudio.

O encontro aproxima dois modelos que convivem no cotidiano do ouvinte. Rádio e plataformas disputam tempo de escuta, trabalham descoberta de artistas e precisam responder a mudanças constantes na forma como o público encontra e consome música.

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5. A geração Z entra no debate sobre consumo e cultura. 

A cantora Any Gabrielly participa de uma conversa sobre valores e hábitos de consumo da geração Z, ao lado de Lee Wang, sócio-fundador da Kiro, e do influenciador Fernando Medeiros.

Para o mercado da música, entender esse público é especialmente relevante porque ele influencia formatos de lançamento, descoberta de artistas, relacionamento com fãs e consumo de conteúdo nas plataformas digitais. O debate ajuda a conectar comportamento cultural às decisões que hoje moldam estratégias de carreira e comunicação.

6. O evento abre espaço para pequenos empreendedores e criadores periféricos.

 No sábado, a programação será gratuita e voltada aos microempreendedores individuais, com atenção especial a criadores e empreendedores das periferias. Estão previstas palestras, mentorias, oficinas, treinamentos de apresentação de projetos e masterclasses.

Esse ponto conversa diretamente com a realidade da música independente. Muitos artistas, produtores, técnicos e profissionais que trabalham nos bastidores da cadeia musical atuam como pequenos empreendedores e precisam lidar tanto com criação quanto com gestão e apresentação de seus projetos.

7. Startups internacionais chegam ao evento para fazer negócios no Brasil. 

Por meio de uma parceria com o programa ScaleUp inBrazil, o SP2B receberá 20 startups de Israel, Japão e Finlândia, com atuação em áreas como inteligência artificial, tecnologia avançada, saúde, cibersegurança, logística e infraestrutura digital.

Nem todas têm relação direta com música, mas esse tipo de circulação interessa ao setor porque novas ferramentas de criação, distribuição, dados, pagamentos e experiências ao vivo frequentemente surgem justamente do encontro entre a indústria cultural e tecnologias desenvolvidas para outros mercados.

8. Cultura e comportamento ganham discussões próprias, não apenas apresentações artísticas. 

A programação aborda temas como influência dos algoritmos sobre o gosto, economia da atenção, criação de comunidades, inteligência artificial e novas formas de consumo.

São questões que atingem diretamente artistas e empresas musicais. Hoje, entender como uma comunidade se forma ou como um algoritmo interfere na descoberta de conteúdo pode ser tão importante para uma carreira quanto compreender gravação, divulgação ou circulação de shows.

9. A programação musical funciona como laboratório dessa mistura. 

O Diretor Artístico Zé Ricardo assina a curadoria musical do SP2B 2026
O Diretor Artístico Zé Ricardo assina a curadoria musical do SP2B 2026. Foto: Divulgação

Serão 42 shows gratuitos em cinco palcos, passando por MPB, samba, jazz, rap, funk, trap, pop, rock, soul e sertanejo. Quinze atrações foram escolhidas entre 50 artistas ligados às Fábricas de Cultura do Estado de São Paulo.

A programação ainda reúne Miranda Kassin, Vanessa Jackson, João Sabiá, Jenni Mosello, Serial Funkers, Grooveria, Salomão Soares, Annalu, Clariana, Vanessa Moreno e Fi Maróstica, entre outros nomes. O recorte combina artistas já conhecidos do público com projetos em circulação por diferentes cenas de São Paulo e novos talentos.

10. O domingo transforma o evento em uma experiência aberta ao público. 

O último dia será o Experience Day, com acesso gratuito e atividades como shows, cinema ao ar livre e experiências interativas no Parque Ibirapuera.

O formato fecha uma semana majoritariamente dedicada a conteúdo, conexões profissionais e negócios aproximando esses debates do público geral. Para a música, também ajuda a lembrar que inovação e mercado só fazem sentido quando chegam a quem efetivamente escuta, acompanha e sustenta as cenas culturais.

Para além dos shows, o recorte musical ajuda a mostrar como o SP2B tenta aproximar entretenimento, formação de público e discussões de mercado no mesmo espaço. Ao reunir artistas em diferentes estágios de carreira, repertórios conhecidos, estreias e debates sobre tecnologia e consumo, o evento também se torna uma vitrine para observar algumas das questões que hoje atravessam a música brasileira. 

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