BMG define nova liderança após união com a Concord e expande acordo com Jean-Michel Jarre

Nova estrutura da BMG reúne 18 executivos após a união com a Concord; acordo com Jean-Michel Jarre avança sobre catálogo e futuras obras.
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Nathália Pandeló
BMG expande acordo com Jean-Michel Jarre
Thomas Coesfeld (Presidente, BMG), Jean-Michel Jarre, Bob Valentine (CEO, BMG) e Alistair Norbury (Senior Creative Advisor to the CEO, BMG) (Crédito: Philipp Gladsome)

A BMG começou a desenhar sua nova fase após a conclusão da combinação com a Concord. Em setembro, a companhia apresentou uma estrutura executiva responsável por conduzir o grupo integrado. Além disso, a BMG anunciou a expansão de sua relação com Jean-Michel Jarre, colocando sob sua gestão uma parcela maior do catálogo gravado e também trabalhos futuros do artista francês.

Os dois movimentos ajudam a mostrar como a nova BMG pretende operar. De um lado, a empresa definiu quem tomará as principais decisões depois da integração entre os negócios. Do outro, avança sobre direitos de artistas com quem já mantém relações de longo prazo, reunindo edição musical, gravações e novos projetos dentro da mesma estrutura.

A combinação com a Concord resultou em uma empresa global que mantém o nome BMG e passa a reunir operações de música gravada, edição musical, teatro, audiovisual e outras áreas ligadas ao entretenimento.

BMG cria conselho com 18 executivos após integração

BMG e Concord
Crédito: Divulgação

A nova equipe executiva da BMG será liderada pelo CEO Bob Valentine. O grupo também inclui Björn Bauer, como diretor financeiro; Sebastian Hentzschel, diretor de operações; Victor Zaraya, diretor de receita; Amanda Molter, responsável pela área jurídica; e Kent Hoskins, diretor de transformação.

Segundo a empresa, essa equipe ficará responsável pela gestão do negócio, pela definição de prioridades e pela execução da estratégia sob supervisão do conselho de administração. Valentine afirmou que a estrutura foi criada para aproveitar os ativos das duas empresas e dar mais clareza ao funcionamento do grupo.

“A nova equipe de gestão executiva reúne líderes com a experiência, o julgamento e o foco de que precisamos para realizar as ambições da BMG. À medida que começamos este próximo capítulo, nossa prioridade é construir sobre os pontos fortes de ambos os negócios, criando uma organização clara e focada, que possa se mover com agilidade, investir com convicção e gerar valor de longo prazo para os artistas, compositores e dramaturgos com quem trabalhamos e que representamos”, disse o CEO.

A BMG também criou um Conselho de Liderança Estratégica com 18 integrantes. Além dos seis executivos da administração, participam profissionais responsáveis por áreas como gravações, publishing, marketing e streaming, investimentos, recursos humanos, teatro, tecnologia e cadeia de distribuição.

Entre eles estão Tom Becci, Alberto Chullen, Sophia Dilley, Sean Flahaven, Celine Joshua, Nitsa Kalispera, Jon Loba, Ruth Martinez, Kristal McKanders Dube, Alistair Norbury, Tom Scherer e Jim Selby. A composição reúne executivos vindos das estruturas da BMG e da Concord, um sinal de como a integração administrativa está sendo organizada.

Jean-Michel Jarre passa a concentrar mais direitos na BMG

Um novo acordo oferece uma primeira leitura prática dessa nova estrutura. A BMG expandiu sua parceria com Jean-Michel Jarre para incluir o licenciamento exclusivo de seu catálogo de gravações em diversos mercados e de futuros trabalhos.

A relação já incluía as gravações dos três primeiros álbuns do artista. Em 2022, a empresa também adquiriu seu catálogo editorial, incluindo obras como “Oxygene” e “Équinoxe”, além da participação do compositor nas receitas autorais. Segundo a BMG, aquela segue sendo a maior negociação individual já realizada pela companhia na França.

“Minha relação com a BMG vem de muitos anos, e estou muito feliz por hoje estarmos aproximando ainda mais o nosso trabalho. Como a única grande companhia internacional de música com raízes europeias, a BMG tem uma identidade cultural que é profundamente importante para mim. Este é um momento especialmente empolgante para os criadores, à medida que a tecnologia abre novas possibilidades para a imaginação e a expressão. Tenho orgulho de aprofundar nossa amizade e parceria enquanto seguimos juntos para o futuro”, declarou Jarre.

O movimento também ocorre no ano em que “Oxygene” completa 50 anos. A BMG informou que divulgará novos projetos ligados ao aniversário. Jarre ainda será convidado de honra dos 30 anos do Amsterdam Dance Event, em outubro, além de lançar o livro “Machines by Jean-Michel Jarre: A History of Electronic Music”.

Ao concentrar edição, uma parte maior das gravações e trabalhos futuros de Jarre, a BMG mostra uma das frentes que devem ganhar espaço após a integração: relações mais abrangentes com artistas e catálogos, acompanhadas por uma estrutura global desenhada para administrar diferentes tipos de direitos.

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