Spotify revela nove nomes do RADAR 2026 e destaca a curadoria por trás das escolhas 

Nova turma do RADAR Brasil reúne artistas de diferentes cenas e mostra como os editores do Spotify chegaram às recomendações de 2026.
Foto de Nathália Pandeló
Nathália Pandeló

O Spotify revelou nesta quarta-feira (16) os nove artistas brasileiros que integram a nova campanha do RADAR 2026: Ana Laura Lopes, Bruna Lipiani, Katy da Voz e as Abusadas, Kouth, Libna Winnie, Link do Zap, Matchola, Maui e Puterrier. A seleção reúne nomes ligados ao sertanejo, pop, funk, hip-hop, pagode, R&B e trap.

Antes do anúncio, a plataforma espalhou por São Paulo frases escritas à mão pelos próprios editores de música. Mensagens como “80% funk, 20% grime e 100% de ousadia” e “Pra quem já confundiu ressaca com saudade” funcionaram como pistas sobre os escolhidos, sem revelar de imediato a identidade dos artistas.

O movimento marca uma mudança na forma como o programa é apresentado ao público. Além de destacar artistas emergentes, o RADAR passa a colocar os próprios editores brasileiros na narrativa da campanha, mostrando quem está por trás das recomendações e qual leitura levou cada nome à seleção.

Curadoria do Spotify ganha destaque na campanha

Spotify coloca o Radar nas ruas
Spotify coloca o Radar nas ruas (Crédito: Divulgação)

Criado em 2020, o RADAR é o programa global do Spotify voltado ao desenvolvimento e à descoberta de artistas emergentes. Desde o lançamento, a iniciativa já apoiou mais de 1.000 artistas no mundo, com ações que combinam presença editorial, conteúdo e campanhas dentro e fora da plataforma.

Na edição brasileira de 2026, os editores Bia, Carlos, Isa e Lafa assinam as recomendações. A estratégia ajuda a tornar mais visível um trabalho que costuma aparecer para o público principalmente por meio das playlists e das escolhas editoriais. Aqui, a justificativa entra na campanha como parte da descoberta.

“Coração na Bahia, musicalidade na lua”, escreveu Carlos sobre Matchola. “Grande cronista das noias do cotidiano”, ele também definiu ao apresentar Link do Zap.

“Clima de romance no RJ. Bota o chinelin e vem pra pista!”, escreveu Bia sobre Maui. “Pra quem já confundiu ressaca com saudade”, afirmou sobre Bruna Lipiani, e “Trilha sonora de protagonista”, resumiu sobre Ana Laura Lopes.

“80% funk, 20% grime e 100% de ousadia”, escreveu Isa sobre Puterrierr. “O som do after que você não vai saber explicar amanhã”, definiu Isa sobre Katy da Voz e as Abusadas.

“Ouve e me diz que resenha não é substantivo feminino?”, escreveu Lafa sobre Libna Winnie. “Mundo no mute, fone no max, subversão no repeat”, resumiu sobre Kouth.

RADAR 2026 leva recomendações para além da plataforma

Campanha do Radar Spotify em São Paulo (Crédito: Divulgação)
Campanha do Radar Spotify em São Paulo (Crédito: Divulgação)

Com a revelação dos nomes, a campanha entra em uma nova etapa. Os nove artistas passam a aparecer em diferentes frentes do RADAR Brasil, entre mídia exterior, conteúdos editoriais e experiências dentro do Spotify. A proposta é transformar as recomendações em pontos de entrada para trajetórias musicais distintas, em vez de apresentar a seleção apenas como uma lista anual.

Cinco dos escolhidos também participam da série de minidocumentários “RADAR Apresenta”, dedicada às histórias, referências e perspectivas dos artistas. O formato acrescenta contexto à escuta e permite que o público conheça melhor a construção de cada carreira antes ou depois de chegar às músicas.

A escolha de colocar os editores em evidência também dialoga com um momento em que as plataformas tentam tornar a descoberta musical mais explicável. Em vez de deixar a recomendação aparecer apenas como resultado de uma playlist ou de um sistema automático, a campanha mostra que parte desse processo também nasce de repertório, observação da cena e decisões editoriais.

Para o Spotify, essa abordagem transforma a curadoria em conteúdo. Para os artistas, cria uma camada adicional de apresentação em uma plataforma onde disputar atenção depende cada vez mais de contexto, narrativa e recorrência de exposição. O RADAR 2026, portanto, mostra também como a plataforma quer contar ao público por que esses nomes merecem ser descobertos agora.

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