A Funarte está com inscrições abertas, até o final desta semana (27/02), para a Bolsa de Mobilidade Artística Internacional, com aporte total de R$ 2 milhões destinados a viagens de artistas brasileiros ao exterior em 2026. O edital integra o Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais e contempla diferentes linguagens, incluindo música, artes visuais, circo, dança e teatro.
A iniciativa busca apoiar a circulação de obras, apresentações, residências, intercâmbios e ações de formação fora do país. Na prática, isso significa custear despesas como transporte, hospedagem e alimentação para que artistas e seus projetos consigam chegar a festivais, feiras, mostras e outros eventos estratégicos no exterior.
As inscrições são gratuitas e estão divididas em dois módulos. O Módulo 1 recebeu propostas até 2 de fevereiro de 2026. Já o Módulo 2 aceita inscrições até sexta-feira, voltado a viagens entre setembro e novembro.
Como funciona a Bolsa da Funarte
A Bolsa de Mobilidade Artística Internacional da Funarte é estruturada em duas modalidades. A Modalidade A é destinada a propostas individuais, que podem ser apresentadas por pessoas físicas ou pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, incluindo Microempreendedores Individuais, desde que atuem no campo da cultura e das artes.
Já a Modalidade B é voltada a grupos e coletivos, com inscrição exclusiva por meio de pessoa jurídica. Em ambos os casos, o proponente é quem assume a responsabilidade legal pela inscrição, execução e prestação de contas junto à Fundação.
O recurso total de R$ 2 milhões será distribuído entre os dois módulos, respeitando também a divisão regional prevista no regulamento. O edital exige o preenchimento de formulário específico na plataforma Prosas, além do envio da documentação listada no item 7.6 do regulamento. A leitura integral das regras é obrigatória, já que o ato de inscrição implica aceitação automática das normas.
O que músicos podem ganhar com a mobilidade internacional

Para músicos, a Bolsa da Funarte pode representar uma porta de entrada para mercados externos. O apoio financeiro permite viabilizar a participação em feiras de negócios, showcases, festivais e encontros profissionais que muitas vezes exigem investimento alto em passagens e estadia.
Estar presente em eventos internacionais não é meramente uma vitrine artística. É também uma oportunidade de networking, negociação de shows, parcerias com selos e distribuidores, além de contato direto com programadores e curadores. Em um mercado cada vez mais globalizado, circular fora do país ajuda a posicionar o artista em novos territórios e a diversificar fontes de receita.
Para grupos e coletivos, o impacto pode ser ainda maior. Uma turnê internacional, por exemplo, pode consolidar repertório, abrir portas para futuras contratações e fortalecer a trajetória do projeto no Brasil, agregando valor à carreira.
Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais
A Bolsa faz parte do Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais, iniciativa inserida na Política Nacional das Artes. O programa reúne ações voltadas à internacionalização da produção artística brasileira, combinando editais de demanda espontânea com articulações institucionais estratégicas.
Nos últimos anos, o Brasil esteve presente em eventos como a Bienal de Veneza, o Festival Internacional Teatro a Mil, no Chile, a WOMEX – Worldwide Music Expo, no Reino Unido, e a Bienal de Dança de Lyon, na França, entre outros territórios e plataformas de projeção global.
Além disso, a Funarte participa de programas de cooperação multilateral como Ibercena, Ibermúsicas e Iberorquestras Juvenis, voltados ao intercâmbio cultural na América Latina e na Península Ibérica. A Bolsa de Mobilidade se soma a essas frentes ao oferecer apoio direto para que artistas possam representar o país em circuitos internacionais.
Para quem planeja 2026 com foco em expansão de carreira, a chamada pública surge como uma oportunidade de transformar convites, seleções em festivais e articulações internacionais em viagens viáveis. O prazo é curto, e a preparação exige atenção ao regulamento, mas o potencial de impacto na trajetória artística pode ser determinante.
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