O Ministério da Cultura abriu as inscrições para a segunda turma do curso livre de sonorização da Escult, formação gratuita, on-line e voltada para estudantes e trabalhadores da cultura que desejam iniciar ou qualificar sua atuação na área sonora do audiovisual. A capacitação tem carga horária de 60 horas, formato autoinstrucional e inscrições abertas até 19 de novembro, pela plataforma escult.cultura.gov.br. CLIQUE AQUI para se inscrever.
A iniciativa é realizada por meio da Secretaria de Economia Criativa, em parceria com o Instituto Federal de Goiás, e integra a grade da Escult, a Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa. O curso foi pensado para apresentar os fundamentos da produção sonora em filmes, vídeos, séries, conteúdos digitais e outros formatos audiovisuais.
Embora muitas vezes apareça menos para o público do que imagem, roteiro ou atuação, o som é uma das camadas que sustentam a experiência audiovisual. É ele que ajuda a criar clima, guiar a atenção, marcar emoções, construir ambientes e dar ritmo à narrativa. Por isso, a formação chega em um momento em que a produção de vídeos cresce em múltiplas plataformas e exige profissionais com noções técnicas mais consistentes.
O que o curso oferece aos participantes

O curso livre de sonorização tem como objetivo formar profissionais para atuar na produção sonora de mídias audiovisuais. A proposta passa por todas as etapas básicas do processo, incluindo captação e edição de áudio, mixagem, sonorização de ambientes e produção de trilhas sonoras.
Ao longo da formação, os participantes entram em contato com elementos da linguagem sonora, equipamentos de captação, técnicas de edição, mixagem, produção de ruídos, trilhas sonoras e design sonoro. Para quem está começando, isso significa entender desde conceitos como acústica e tipos de microfone até a função do som na montagem audiovisual.
O conteúdo também aborda a diferença entre som diegético e extradiegético. Em termos simples, o som diegético é aquele que faz parte da cena, como uma música tocando no rádio dentro de um filme. Já o extradiegético é ouvido pelo público, mas não pelos personagens, como uma trilha usada para criar tensão ou emoção.
Essa distinção ajuda o estudante a perceber que sonorizar não é apenas “colocar som” em uma imagem. A produção sonora envolve escolhas narrativas, técnicas e criativas que podem mudar completamente a forma como uma cena é percebida.
Quatro módulos passam por captação, edição e trilhas

A formação é dividida em quatro tópicos principais. O primeiro trata dos princípios básicos da sonorização, com fundamentos do som, acústica, elementos da linguagem sonora e percepção do público. Essa parte funciona como uma base para entender como o som afeta a leitura emocional de uma obra audiovisual.
O segundo módulo apresenta equipamentos de captação, como tipos de microfones, gravadores portáteis e de mesa, além de sistemas de captura de som em ambientes específicos. Esse bloco é importante porque cada situação de gravação exige escolhas diferentes, seja em uma entrevista, uma cena externa, um set controlado ou uma produção de baixo orçamento.
O terceiro tópico entra em técnicas de captação de áudio, processos de edição, mixagem e masterização. A mixagem, de forma simples, é a etapa em que diferentes sons são equilibrados para que voz, ruídos, ambientes e trilhas convivam sem competir entre si.
O quarto módulo é dedicado à produção de trilhas sonoras e ao design sonoro. Aí entram composição, criação de trilhas, desenho de som para ambientes e personagens, além da sincronização sonora em projetos audiovisuais. É uma parte mais criativa, mas que depende diretamente da base técnica construída nos tópicos anteriores.
Formação gratuita tem certificado com aproveitamento mínimo

Por ser ofertado na modalidade de educação a distância, o curso livre de sonorização pode ser feito por computador ou celular com acesso à internet. A metodologia inclui videoaulas, slides com recursos visuais e explicativos, atividades de revisão e avaliações na plataforma Moodle.
A certificação depende do cumprimento das atividades avaliativas e do questionário final. As avaliações dos tópicos somam 50 pontos, e o questionário final também vale 50 pontos. Para receber o certificado, o estudante precisa alcançar aproveitamento mínimo de 60% e responder ao formulário de avaliação da qualidade do curso.
Segundo o plano da formação, o público-alvo é formado por estudantes e trabalhadores da área da cultura, com escolaridade mínima de Ensino Fundamental completo. A equipe elaboradora do curso é composta por Luana Viana e Silva e Ana Paula Mendes Alcanfôr Nascimento Magalhães.
A volta do curso à grade da Escult também aponta para uma demanda concreta do setor cultural: formar profissionais para funções que nem sempre ganham visibilidade, mas que são decisivas para a qualidade de uma produção audiovisual. Com artistas, produtoras, coletivos e criadores independentes produzindo cada vez mais conteúdo, entender o som deixou de ser um detalhe técnico e passou a ser parte indispensável da construção de boas narrativas.
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