Virada Cultural 2026: Luísa Sonza, Thiaguinho e Gaby Amarantos estão entre os primeiros confirmados

A Prefeitura de São Paulo divulga o line-up inicial da Virada Cultural, marcada para 23 e 24 de maio com mais de mil atrações gratuitas pela cidade.
Foto de Nathália Pandeló
Nathália Pandeló
Gustavo Mioto, Gaby Amarantos, Luísa Sonza e Thiaguinho serão atrações da Virada Cultural 2026
Gustavo Mioto, Gaby Amarantos, Luísa Sonza e Thiaguinho serão atrações da Virada Cultural 2026

A Virada Cultural 2026 começa a ganhar forma com a divulgação dos primeiros nomes confirmados pela Prefeitura de São Paulo. Autodeclarado o “maior festival cultural gratuito do país”, o evento acontece nos dias 23 e 24 de maio e traz como tema “O Festival dos Festivais”, com programação ininterrupta de 24 horas distribuída por todas as regiões da cidade.

A edição deste ano da Virada conta com 22 palcos, sendo 17 nos bairros e cinco no centro, além de equipamentos culturais e espaços parceiros ativados ao longo do evento. A proposta é transformar São Paulo em um circuito cultural de grande escala, aproximando a programação do público em diferentes territórios.

Ao lado da música, o festival reúne dança, teatro, cortejos, intervenções urbanas, artes visuais e literatura. Mais de 100 parceiros estão envolvidos na organização, entre eles o Sesc São Paulo, o MASP, o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca e o Instituto Moreira Salles.

Quem já está confirmado no line-up

Virada Cultural de SP
Virada Cultural de SP (Crédito: Divulgação)

Entre os primeiros nomes anunciados para a Virada estão Thiaguinho, Marina Sena, Joelma, Gustavo Mioto, Gaby Amarantos, Ajulliacosta, Luísa Sonza e a cantora gospel Cassiane. A edição também reserva um encontro inédito entre o maestro João Carlos Martins e a escola de samba Mocidade Alegre, campeã do Carnaval 2026.

Luísa Sonza chega à Virada Cultural direto de uma passagem pelo festival Coachella 2026, na Califórnia, onde se apresentou nos dias 11 e 18 de abril. Aos 27 anos, a cantora acumula mais de 5 bilhões de streams nas plataformas e ocupa o Top 30 mundial no Spotify. Na festa paulistana, ela apresenta músicas do novo álbum “Brutal Paraíso”.

Thiaguinho, que comemora 24 anos de carreira, representa o pagode no festival. Sua turnê “Tardezinha” atingiu cerca de 1 milhão de espectadores em dez anos de estrada e se consolidou como uma das maiores da história da música brasileira. O cantor deve revisitar sucessos como “Sou o Cara pra Você”, “Dia de Sorte” e “Buquê de Flores”.

Gaby Amarantos, dona do álbum “TecnoShow”, vencedor do Latin Grammy 2023, chega com pop-tropical e 27 anos de carreira, celebrando a ótima fase do trabalho “Rock Doido” (2025). Em 2024, sua obra foi reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará. Joelma também representa o estado no festival, com um show dividido em três atos que passam pelo calypso clássico, as baladas românticas e um bloco dançante no encerramento.

O sertanejo, gênero mais ouvido pelos paulistanos segundo pesquisa da JLeiva de 2025, terá Gustavo Mioto como representante. O cantor apresenta hits como “Anti-Amor”, “Com ou Sem Mim” e “Quando Apaga a Luz”. Já Marina Sena leva ao palco seu pop que mistura MPB, samba e axé, com a turnê “Projeto de Verão”, de forte inspiração baiana.

Ajulliacosta representa o rap e o trap na Virada Cultural, com seu álbum mais recente ultrapassando 200 milhões de reproduções. No palco gospel, Cassiane celebra mais de 30 anos de carreira e apresenta o projeto “40 Anos Cassiane”, com clássicos como “Hino da Vitória” e “500 Graus”.

Artistas independentes questionam critérios e curadoria do festival

Movimento dos Sem Palco questiona critérios da Virada Cultural de São Paulo
Movimento dos Sem Palco questiona critérios da Virada Cultural de São Paulo

A Virada Cultural chega à sua 21ª edição também em meio a um debate público sobre o processo de seleção da programação. O Movimento dos Sem Palco (MSP), formado por artistas e produtores culturais, formalizou uma carta manifesto e se reuniu com o secretário municipal de Cultura, Totó Parente, para apresentar uma série de demandas.

Entre as principais críticas estão a ausência de protocolo de confirmação após o envio de propostas, a falta de retorno sobre inscrições não selecionadas e a pouca clareza sobre os critérios de curadoria. 

“Todo ano é assim: as plataformas não informam se a inscrição foi realizada, não geram protocolo de inscrição e também não esclarecem os critérios de negativa”, afirmou Walter Egéa, empreendedor cultural e um dos articuladores do movimento.

“Depois a gente fica sabendo que verbas milionárias foram destinadas a artistas de renome e projeção, mas a gente não tem acesso aos critérios dessa curadoria. Por isso que a gente está se mobilizando!”, completou Egéa.

O movimento também propõe medidas estruturais, como a criação de uma programação paralela independente, mecanismos de rotatividade entre artistas selecionados em edições consecutivas e maior espaço para artistas jovens e com mais de 50 anos.

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa respondeu afirmando que a curadoria é orientada por pesquisas de consumo cultural, estudos de perfil de público e levantamentos nos territórios. 

“A programação busca equilibrar diversidade cultural e atrações de grande alcance popular, considerando também o papel estratégico do evento na promoção do turismo, geração de renda e movimentação econômica na cidade”, informou a pasta em nota ao Mundo da Música.

As inscrições foram encerradas em 23 de março. Pontos centrais levantados pelo movimento, como a publicação de critérios objetivos e a criação de protocolos automáticos de confirmação, seguem sem resposta direta da Secretaria.

A programação completa da Virada Cultural 2026 ainda não foi divulgada pela Prefeitura de São Paulo. Novos nomes devem ser anunciados nas próximas semanas, à medida que a organização avança na definição do line-up para os 22 palcos espalhados pela cidade. O festival acontece nos dias 23 e 24 de maio, de forma gratuita.

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