A Rock World confirmou uma mudança em sua liderança com a saída de Luis Justo do cargo de CEO após a edição de 2026 do Rock in Rio. O executivo, que liderou a companhia por 15 anos, deixará a função em setembro e passará a integrar o conselho da empresa, em um movimento planejado de transição.
A sucessão já tem nome definido: Ronaldo Pereira, executivo com passagem por empresas como Óticas Carol e Grupo Ri Happy, assumirá a operação. Até o fim do festival, ele atuará como coCEO ao lado de Justo, em um período de adaptação e transferência de gestão.
A mudança acontece em um momento em que a Rock World busca manter seu ritmo de crescimento e expansão de projetos, ao mesmo tempo em que reorganiza sua estrutura de liderança para os próximos ciclos.
Transição planejada e mudança de papel

Segundo a empresa, a saída de Luis Justo foi uma decisão pessoal, construída ao longo do tempo e alinhada com o conselho. A ideia é que o executivo reduza sua atuação no dia a dia e passe a contribuir em frentes mais estratégicas, especialmente no desenvolvimento de novos produtos e experiências.
“Nos últimos 15 anos construímos algo que vai muito além de festivais: além dos resultados extraordinários para empresa, entregues em conjunto com o nosso time, sem dúvida ficará o legado de experiências que marcaram gerações e colocaram o Brasil no centro do mapa global do entretenimento ao vivo. Essa minha decisão foi tomada com muito orgulho do que realizamos até aqui e com entusiasmo ainda maior do que vem pela frente”, afirmou Luis Justo.
No novo papel, ele passa a atuar diretamente ao lado de Roberto Medina, fundador e presidente da companhia, reforçando o núcleo estratégico da empresa. A movimentação indica uma tentativa de separar com mais clareza a operação do planejamento de longo prazo.
Esse tipo de transição é comum em empresas que atingem determinado nível de maturidade, principalmente quando há necessidade de renovar a gestão sem perder o conhecimento acumulado ao longo dos anos.
Novo CEO chega com perfil corporativo
A escolha de Ronaldo Pereira chama atenção pelo perfil mais ligado ao varejo e à gestão corporativa. Ex-CEO do Grupo Ri Happy e sócio da Óticas Carol, ele não vem diretamente do mercado de entretenimento, o que sugere uma aposta da Rock World em uma visão mais ampla de negócio.
O processo de escolha foi conduzido pelo próprio Luis Justo em conjunto com o conselho da empresa, o que aponta para o caráter planejado da sucessão. A fase de coCEO até o Rock in Rio 2026 funciona como um período de integração, permitindo que Pereira absorva a dinâmica da companhia antes de assumir o comando total.
Esse movimento também dialoga com uma tendência do setor de eventos, que tem incorporado práticas mais estruturadas de gestão, especialmente diante do aumento de escala e da complexidade operacional dos grandes festivais.
A Rock World, além do Rock in Rio, atua no desenvolvimento de experiências e propriedades de entretenimento que exigem não só curadoria artística, mas também eficiência operacional e visão de negócio.
Impacto no posicionamento da Rock World

A troca de comando acontece em um momento em que o mercado global de eventos ao vivo segue em recuperação e expansão após os impactos da pandemia. Festivais de grande porte, como o Rock in Rio, passaram a operar com estruturas ainda mais robustas, tanto em termos de produção quanto de monetização.
Ao manter Luis Justo no conselho, a empresa preserva a continuidade de visão que ajudou a consolidar o festival como uma das principais marcas do setor. Ao mesmo tempo, a entrada de Ronaldo Pereira pode indicar uma fase mais focada em escala, eficiência e diversificação de receitas.
Agora, a Rock World tenta equilibrar dois pontos: manter a identidade construída ao longo das últimas décadas e adaptar sua gestão a um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado. A sucessão também aponta para o papel do Brasil no circuito global de entretenimento ao vivo, especialmente com eventos que conseguem atrair público, patrocinadores e artistas internacionais em larga escala.
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