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Exclusivo: Warner Chappell Brasil adquire catálogo de obras musicais da editora Deck

Foto de Redação
Redação
  • 11/10/2023
  • 13:43
  • Tempo de leitura: 5 min

A Warner Chappell Brasil adquiriu o catálogo de obras musicais que pertenciam à editora Deck até janeiro de 2023. O acordo, um dos maiores da música brasileira, contempla mais de 10 mil obras musicais, entre inúmeros clássicos de artistas como: Pitty, Chico César, Falamansa, Sorriso Maroto, e muitos outros. A Deck, que iniciou suas atividades como Gravadora e Editora em 1998, seguirá atuando sob as mesmas frentes no mercado musical.

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O POPline.Biz é Mundo da Música entrevistou, com exclusividade, Marcel Klemm, Diretor Geral da Warner Chappell Brasil e João Augusto, Fundador da Deck, que contaram detalhes sobre o acordo histórico.

“O catálogo da Deck é muito relevante, e tem uma ampla variedade de clássicos, como Pitty, Tato do Falamansa, Valtinho Jota, bem como os membros do Sorriso Maroto (Bruno Cardoso, Cris Oliveira, Sérgio Jr., Vinícius Augusto e Fred Araújo), Chico César, entre outros. Este catálogo clássico, composto por compositores incrivelmente talentosos, engrandece ainda mais o catálogo da Warner“, ressalta Marcel Klemm.

Marcel Klemm, Diretor Geral da Warner Chappell Brasil
Marcel Klemm, Diretor Geral da Warner Chappell Brasil. Foto: Divulgação

De acordo com João Augusto, a parceria com a Warner Chappell foi um processo natural e contou com seriedade entre as partes envolvidas em todas as fases da negociação.

“A Warner Chappell já vinha administrando as atividades internacionais da editora Deck há muitos anos, com resultados muito bons para ambos os lados e para os nossos autores. Por isso, o processo transcorreu com bastante serenidade, de forma natural e rápida.  É importante deixar claro que a Deck apenas cedeu os direitos sobre o catálogo do seu braço de editora. O catálogo da gravadora não foi e nem será negociado com ninguém“, pontua João Augusto.

João Augusto, Fundador da Deck.
João Augusto, Fundador da Deck. Foto: Daryan Dornelles/Divulgação

Questionado sobre o tempo necessário para a negociação com a Deck, Marcel Klemm afirmou que foi um processo longo, que durou cerca de um ano, desde o início das conversações até a conclusão; passando pela due diligence e todas as aprovações necessárias.

“Pouquíssimas pessoas estavam a par disso na Warner, com apenas 4 ou 5 envolvimentos, a fim de manter a confidencialidade e evitar quaisquer vazamentos que pudessem gerar situações desconfortáveis tanto para a Deck, quanto para os compositores envolvidos”, destacou Marcel.

O catálogo da Deck é muito amplo e marcante na história da música brasileira. Em meio às negociações com a Warner Chappell, João Augusto pontuou como foi o diálogo com os autores sobre a nova administração das suas obras musicais.

“Foi marcante o apoio de todos os autores à cessão, provavelmente pelo entendimento deles de que suas composições passariam a ser administradas por uma empresa sólida e de alcance internacional, como é a Warner Chappell”, afirmou João.

Papel da Editora e projetos futuros

Plataformas como o TikTok, e o digital em si, trouxeram uma perspectiva que valoriza o olhar atemporal para as obras música. Nesse contexto, o papel das Editoras Musicais ganhou uma relevância ainda maior.

“Todas as plataformas existentes, desempenham o papel de ampliar a divulgação da boa música e das canções relevantes. As canções presentes no catálogo da Deck têm o poder de atravessar gerações, e essas plataformas ajudam a democratizar o acesso em uma escala global, servindo como uma ferramenta de consumo em massa.”, destaca o Diretor Geral da Warner Chappell Brasil.

> O que faz uma Editora Musical?

Em paralelo, a Warner Chappell Brasil tem realizado trabalhos que partem da cocriação, principalmente na inserção de faixas no audiovisual. Questionado sobre o desenvolvimento de projetos futuros sob esse viés, Marcel destacou o trabalho da companhia como Music Supervisors e Curadores Musicais.

“Antes de assumir o cargo de diretor-geral da Warner Chappell, eu ocupava o cargo de direção musical na TV Globo. Já naquela época, eu percebia uma atuação muito mais proativa da Warner em sincronização em comparação com outras editoras do mercado. Com minha chegada à Warner, trazendo minha experiência e as conexões desenvolvidas ao longo da carreira, fortalecemos ainda mais essa vocação natural que a Warner já tinha. Passamos a atuar como curadores musicais e music supervisors em diversas produções audiovisuais de grandes players como Amazon Prime, Netflix, HBO Max, entre outros. Em muitos desses projetos, a trilha sonora é majoritariamente do catálogo da Warner Chappell”, diz Klemm.

Por fim, em relação a nova fase da companhia como Gravadora e Editora a partir da venda do Catálogo de Obras Musicais até janeiro de 2023, João Augusto reforçou o posicionamento da Deck.

“Ao lado de grandes nomes que estão ou estiveram com a gente, tanto na gravadora como na editora, apostar em novos artistas e autores continua sendo o principal objetivo da Deck e foi o que melhor fizemos nesses 25 anos de existência”, diz João Augusto.

Em adição, Klemm salienta o olhar tecnológico da Warner Chappell em prol da valorização dos autores e das obras musicais que estão sob o portfólio da empresa. 

“A Warner é uma empresa profundamente pautada em tecnologia, buscando constantemente maneiras de aumentar nossa eficiência no processamento de um grande volume de dados. Isso nos permite gastar menos tempo em tarefas burocráticas e manuais, liberando mais tempo para atividades criativas voltadas para a exploração das obras de nosso catálogo e criação de oportunidades para nossos compositores”, finaliza.

Sobre a Warner Chappell Brasil 

A Warner Chappell Music, editora do grupo Warner Music, traz consigo uma trajetória dedicada aos compositores nacionais e internacionais de todas as vertentes musicais. Um percurso pautado pela parceria e principalmente por grandes canções.

Nos últimos três anos, a Warner Chappell Music teve um grande crescimento trazendo novos talentos para o seu casting e ampliando seu campo de atuação. Referência mundial há mais de 200 anos, a empresa dispõe de mais de 50 escritórios em diversos países, todos trabalhando em prol dos compositores ao redor do mundo. No Brasil, a companhia atua há 56 anos.

Sobre a Deck 

Criada em 1980 com o objetivo de divulgar artistas e eventos, a Deck iniciou suas atividades como gravadora e editora em 1998. Após três anos tendo seus discos distribuídos pela Universal Music e depois pela Abril Music, inaugurou sua própria distribuição no Rio de Janeiro e tornou-se 100% independente. 

Em sua atuação como gravadora, a Deck conta com o apoio de um dos estúdios mais modernos do Brasil, o Tambor, e destaca-se pela diversidade artística, tendo em seu catálogo trabalhos de artistas como: Pitty, Falamansa, Grupo Revelação, Matanza, Fernanda Takai, Alceu Valença, Roberta Campos, Sorriso Maroto, Ana Gabriela e Elza Soares, entre outros. 

A editora Deck englobou mais de 10 mil obras e administra cerca de 50 outras editoras. Juntas, a gravadora e a editora souberam se adaptar às profundas mudanças ocorridas no mercado e resistir às inúmeras crises ocorridas durante seus 25 anos de existência. 

Em constante inovação e observando os movimentos nacionais e internacionais, em 2009 a Deck reativou a fábrica de vinil Polysom, que além de prensar discos de qualidade reconhecida no mundo inteiro, licencia e distribui títulos icônicos da música brasileira, através da série “Clássicos em Vinil”. Em 2019, a Polysom passou a oferecer também a duplicação das fitas cassetes.

A história da gravadora e editora, que se confunde com o próprio roteiro da música independente do Brasil, está retratada no filme documentário “Deck 20 Anos – Tudo Pela Música”, do premiado diretor Daniel Ferro.

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