O Soundbeats III by Mundo da Música encerrou sua terceira edição no Rio2C 2026 com um balanço de crescimento em todas as frentes. Ao longo de cinco dias de programação, de quarta a domingo, o palco reuniu mais de 6 mil pessoas, triplicou o público em relação ao ano anterior e somou cerca de 24 horas de transmissão ao vivo.
A edição também marcou a celebração dos 10 anos do Mundo da Música, com uma programação que conectou criação, negócios, tecnologia, audiovisual, direitos, bastidores e formação profissional. Foram 23 painéis no total, com participação de artistas, executivos, produtores, técnicos, criadores de conteúdo, gestores, roteiristas, diretores e profissionais que ajudam a sustentar a cadeia da música para além do palco.
Para Láisa Naiane, sócia-fundadora e editora-chefe do Mundo da Música, a resposta do público mostrou a força da curadoria no evento.
“Pelo terceiro ano consecutivo, tivemos a honra de construir uma curadoria com profissionais e temas incríveis, que deram uma perspectiva intimista à temas relevantes do nosso mercado musical. Ampliamos todas as frentes, da comunicação à transmissão ao vivo; episódios de podcast em parceria com o Música em 360; além do destaque aos bastidores atrelado com a Backstage LAB. E o resultado foi muito maior do quê nós imaginávamos: sala lotada, todos os dias, e o impacto gigantesco tanto no online, quanto no offline”, comentou.
E motivos para comemorar não faltam:
“Não haveria forma melhor para celebrarmos o ano em que o Mundo da Música completa 10 anos! Muito obrigada aos nossos patrocinadores, BMG e SoundOn, além do próprio Rio2C, pela confiança! E claro, ao mercado musical que esteve presente conosco todos os dias! Estamos muito felizes e gratas por essa edição e animadíssimas para 2027!”, adiantou.
Mercado, criação e novas rotas para artistas
A programação começou na quarta-feira, 27 de maio, com discussões sobre música infantil, carreira, streaming, storytelling e licenciamento. Entre os nomes do primeiro dia estiveram Mundo Bita, Marcelo Castello Branco, Léo Foguete, Megan Goldstein, Day Limns e Raphaella Lima.
Os debates apontaram para um mercado em que a música precisa ser pensada em múltiplas camadas. A construção de marca, a relação com plataformas, o uso de repertório em filmes, séries, games e publicidade, além da criação de narrativas em torno dos artistas, apareceram como temas centrais.
Na quinta-feira, 28 de maio, o palco recebeu Tatiana Cantinho, Adriana Ramos, Junior Pepato, Carol Pepato, Edcity, Lucioval Gama, Carolina Alzuguir, NandaTsunami, Renata Gomes, Puterrier e Raphael Victor Franco. As conversas passaram por composição, edição musical, carreiras independentes, circulação de obras, direitos autorais e os desafios de transformar repertório em negócio sustentável.
Bastidores, audiovisual e artistas em movimento

A sexta-feira, 29 de maio, levou ao palco nomes ligados à produção musical para audiovisual, eventos, regência, carreira artística e cultura urbana. Participaram Juliana Costantini, Mila Ventura, Potyra Lavor, Luiz Restiffe, Juliano Libman, Thiessa Torres, Manno Góes, Rafaello Ramundo, Carlos Prazeres, Os Garotin, Kamilla Fialho, Cristiano e MC GW.
O dia mostrou como a música se organiza em frentes diferentes, da produção de trilhas e performances televisivas aos bastidores de grandes eventos. Também houve espaço para discutir identidade sonora, comunidades de fãs, marketing, gestão de carreira e os caminhos de artistas que saem de cenas locais para alcançar circulação nacional e internacional.
No caso de Os Garotin, a conversa passou pela trajetória do grupo, pela força de São Gonçalo na construção sonora e pelo impacto do Latin Grammy na percepção de mercado sobre o trio. Já os debates sobre produção e eventos trouxeram uma visão prática sobre cachês, marcas, logística, operação e risco.
Backstage Lab levou técnica e formação ao centro da conversa
No fim de semana, a parceria com o Backstage Lab trouxe um recorte voltado aos profissionais de bastidores. No sábado, 30 de maio, a programação contou com Edu Araújo, Thais Belchior, Paulinho Lebrão, Gringo Cardia, Fabio Almeida, John, da Favela Filmes, e Marcel Lapa.
Os painéis trataram de roteiro para audiovisual musical, iluminação, estética, direção, linguagem visual, formação de carreira e caminhos para quem atua na técnica. A presença desses temas no palco apontou para uma demanda cada vez mais evidente do setor: profissionalizar áreas que durante muito tempo foram vistas apenas como apoio, mas que hoje têm papel direto na experiência do público e na identidade dos projetos.
No domingo, 31 de maio, o encerramento reuniu Danielle Lage, Marcelo Frauches, Camila Rebouças, Juliana Braga, Marco Vasconcellos, Cesar Favaro, Flavio Goulart, Ailime Cortat, Mari Pitta e Nathália Carvalho. Os debates abordaram tecnologia, empreendedorismo, produção executiva, grandes palcos, gestão de crise, liderança, planejamento, mulheres na técnica e a necessidade de redes mais diversas no mercado de eventos.
Para Mila Ventura, sócia-fundadora do Mundo da Música, a edição consolidou o palco como espaço de encontro e serviço para o setor.
“Esse ano foi uma grande celebração dos 10 anos do Mundo da Música. A gente ampliou nossa participação no evento, não só fisicamente, mas também na programação. É a primeira vez que a gente está presente durante o final de semana, prestando serviço para a nossa galera, a galera que faz a música acontecer. E foi uma alegria receber todos os dias, todos os profissionais, amigos e parceiros que passaram pelo nosso palco nos prestigiando”, avaliou.
Para ela, o palco já deixa um legado para os profissionais do setor:
“Todos os feedbacks que nós recebemos até agora são muito positivos e só nos enchem ainda mais de certeza que a gente está no caminho certo, caminhando para seguir com o Mundo da Música como essa grande plataforma de apoio e prestação de serviço para quem faz a indústria acontecer. E vamos juntos para 2027 com ainda mais assuntos e temas relevantes para fazer esse evento acontecer de forma ainda mais rica”, conclui ela, agradecendo a Cris Barreto e Rafael Lazarini, do Rio2C.
O balanço deixa claro que o Soundbeats III by Mundo da Música cresceu em público, em horas de conteúdo e em variedade de temas. Mais do que reunir painéis, o palco funcionou como um mapa do que move a música hoje: dados, direitos, criatividade, bastidores, audiovisual, tecnologia, comunidade, gestão e formação profissional.
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