Viviane Batidão tem obra reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Pará
Reconhecimento pela Assembleia Legislativa do estado marca o mesmo dia em que Viviane Batidão lança novo single nas plataformas digitais.
Por Nathália Pandeló···4 min de leitura·
A obra musical de Viviane Batidão passou a integrar oficialmente o patrimônio cultural imaterial do Pará. A decisão foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), em sessão realizada nesta terça-feira (8), e reconhece a relevância da trajetória da cantora na consolidação e difusão do tecnomelody.
A artista comentou o reconhecimento em declaração divulgada após a votação:
“Gente, recebo essa notícia com muita alegria. Vão se aí 26 anos, 18 de Viviane Batidão, sempre cantando tecnomelody e levantando a bandeira do meu estado do Pará. Sigo nessa missão, viu? Mas reconhecimentos como esse, da Alepa, me dão ainda mais gás pra continuar. Muito obrigada!”.
A data também marca o lançamento do novo single da artista, “Eu Te Amo”, disponível nas plataformas digitais. A música aborda a memória de um amor passado, com versos que expressam ausência e a expectativa de ainda ser lembrado: “Fala como anda por aí, diz o que pensa sempre antes de dormir…”.
Segundo Viviane, a faixa parte de um sentimento pessoal.
“Essa música veio de um sentimento guardado, dessas saudades que não passam e que a gente aprende a conviver. Cantar ‘Eu Te Amo’ é como dar voz a um amor que ficou — mesmo quando a pessoa foi. É um desabafo em forma de melodia”, afirmou.
O lançamento acontece em um momento de visibilidade ampliada para a artista, reforçada tanto pelo reconhecimento da Alepa quanto pelas colaborações com nomes do cenário musical nacional. A escolha da data une celebração e lançamento, conectando trajetória e presente artístico.
Trajetória desde a adolescência até a carreira solo
Viviane Batidão é natural de Santa Izabel do Pará e iniciou sua carreira musical aos 15 anos, como vocalista em uma banda local de tecnomelody. O gênero, que mistura tecnobrega, música eletrônica e influências do pop romântico, tornou-se uma das expressões mais representativas da cultura musical paraense nas últimas duas décadas.
Em 2007, já em carreira solo, a artista lançou o primeiro grande sucesso de sua autoria, “Vem Meu Amor”, canção que obteve repercussão nacional e consolidou seu nome como uma das referências no gênero. Foi nesse momento que passou a adotar o nome artístico Viviane Batidão, marcando sua identidade individual no cenário musical.
Desde então, ela tem se mantido ativa em shows, festivais e no ambiente digital, com repertório que combina composições próprias e releituras de clássicos do brega e do pop adaptadas ao tecnomelody. O estilo se mantém fortemente vinculado ao consumo popular no Norte do Brasil, com destaque em festas e aparelhagens.
Reconhecimento público e expansão de alcance
A decisão da Alepa reforça a valorização de expressões culturais locais por parte do poder público estadual. O reconhecimento como patrimônio imaterial não gera benefícios financeiros diretos, mas estabelece um marco oficial sobre a contribuição da artista ao cenário cultural do Pará.
Nos últimos anos, Viviane participou de apresentações e gravações com artistas como Anitta, Ludmilla, Wesley Safadão e Alok, inserindo o tecnomelody em circuitos de maior alcance no país. Em 2024, venceu o Prêmio Multishow na categoria Brasil, em votação aberta ao público.
O acúmulo de colaborações e premiações reforça sua presença no mercado, mesmo que o tecnomelody ainda encontre desafios para expansão nacional. O título conferido pela Alepa pode abrir caminho para políticas públicas voltadas à preservação e promoção do gênero, a partir da atuação de seus principais representantes.
Presente ativo e conexões com o público
A movimentação recente da artista sugere uma fase de renovação e continuidade. O lançamento do single “Eu Te Amo” oferece ao público uma nova produção conectada com temas afetivos, alinhada com o repertório já conhecido de Viviane, que costuma abordar relações, perdas e experiências do cotidiano.
Com presença ativa nas redes sociais e nas plataformas de música, a cantora mantém o diálogo com fãs antigos e novos públicos. A consolidação institucional de sua obra como patrimônio cultural se junta a um momento de circulação ampliada, tanto no Pará quanto em outras regiões do país.
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03 de novembro de 2026
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