A Universal Music Publishing (UMPG) aposta no scouting como eixo estratégico para 2026 e anuncia a chegada de Caroline Pepato ao time brasileiro da editora, em um movimento que conecta curadoria autoral, leitura de mercado e desenvolvimento de longo prazo.
A contratação marca um novo capítulo na estrutura da Universal Music Publishing Group, uma das maiores editoras musicais do mundo e líder também no mercado brasileiro, e sinaliza uma atenção ainda maior à descoberta e ao acompanhamento de autores em diferentes regiões do país.
A movimentação também dialoga com negociações conduzidas ao longo de 2025, incluindo a operação anunciada em junho do ano passado, quando a Universal Music Publishing Brasil passou a administrar o catálogo autoral de Junior Pepato. Sobre esse acordo, intermediado pela Editora Música Nossa, você ficou sabendo aqui no Mundo da Música, com exclusividade.
O que muda com a chegada de Caroline Pepato
Com trajetória consolidada à frente da Editora Música Nossa Produções Musicais, Caroline passa a integrar oficialmente o time de scouting da UMPG, com foco especial no Centro-Oeste e no mercado sertanejo, sem restringir sua atuação a um único gênero.
A função de scouting dentro de uma editora musical vai além da simples indicação de novos nomes. O termo remete aos olheiros de talentos esportivos, envolvendo análise de potencial. Trata-se de identificar autores com potencial de catálogo, entender cada momento de carreira, avaliar consistência criativa e acompanhar decisões que impactam diretamente o valor de longo prazo das obras.
Caroline Pepato comemou esse novo momento:
“Assinar com a UMPG como scouting é ocupar um lugar onde minha opinião importa, onde sou ouvida e onde posso ajudar a construir caminhos melhores para os autores.”
A executiva destaca que o trabalho envolve critério, escuta qualificada e leitura estratégica do mercado, especialmente em um cenário de alto volume de lançamentos e decisões cada vez mais rápidas no ambiente digital.
“Mais do que indicar talentos, é sobre desenvolver, provocar e elevar o nível do trabalho. Sou grata pela confiança e pela oportunidade de construir essa trajetória juntos.”
Com exclusividade ao Mundo da Música, Caroline Pepato comentou a nova função:
“No mercado editorial, escuta qualificada e critério fazem diferença real nas decisões que impactam catálogos e longo prazo. Assinar como scouting da Universal Music Publishing me coloca em um espaço de troca estratégica, onde olhar, timing e confiança orientam escolhas relevantes para autores e para o negócio.”
A visão da UMPG sobre o scouting

Para a UMPG, investir em scouting é uma resposta direta às transformações do mercado editorial, que hoje exige proximidade maior com os autores e uma curadoria mais refinada diante da escala do streaming e da fragmentação de cenas regionais.
Adriana Ramos, managing director da Universal Music Publishing Group, contextualizou a decisão:
“Trazer a Carol para o nosso time foi uma consequência natural pelo profissionalismo e qualidade de entrega que ela demonstrou ao longo de negociações importantes que fizemos em 2025.”
A executiva também ressalta o papel da diversidade de olhares dentro da estrutura da editora.
“Carol é uma profissional muito respeitada e atua no centro criativo do maior segmento musical do país. Juntas, vamos construir uma história de excelência no atendimento aos autores, com um olhar atento e cuidadoso.”
Segundo a UMPG, a presença de profissionais com vivência direta no mercado regional permite decisões mais conectadas à realidade dos autores e às dinâmicas locais de criação e circulação da música.
Por que o scouting ganha peso em 2026
O movimento da Universal Music Publishing dialoga com uma tendência global do mercado editorial: menos foco em volume e mais atenção à qualidade, à gestão de repertório e à sustentabilidade dos catálogos.
Com bilhões de músicas disponíveis nas plataformas, as editoras passaram a investir em estruturas que combinem dados, sensibilidade artística e acompanhamento próximo dos compositores. O scouting se torna, então, uma ponte entre criação, estratégia e negócio.
No Brasil, esse papel ganha contornos ainda mais relevantes em segmentos como o sertanejo, onde a força do catálogo autoral e a recorrência de hits têm impacto direto na geração de receita e na longevidade das carreiras.
A chegada de Caroline Pepato ao time da UMPG reforça essa leitura e indica que a editora entra em 2026 apostando em decisões mais criteriosas, relações de confiança com autores e um trabalho contínuo de desenvolvimento criativo.
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