A União Brasileira de Compositores (UBC) convida mulheres do mercado musical para participarem da 9ª edição do Levantamento sobre assédio, violência e discriminação no mercado musical | Por Elas Que Fazem A Música, um importante mapeamento que busca compreender os desafios da participação feminina na indústria da música.
Utilizando como referência a base de dados da UBC, o objetivo da associação é fomentar um debate ainda mais amplo sobre o equilíbrio de gênero na música. Os dados coletados na pesquisa serão divulgados na oitava edição do relatório “Por Elas Que Fazem a Música”. Participe da pesquisa acessando aqui.
O último relatório do “Por Elas Que Fazem a Música”, evidenciou por mais um ano, a necessidade de continuar promovendo mudanças, dando destaque tanto ao crescimento quanto aos desafios enfrentados pelas mulheres na música. A edição 2025 do relatório Por Elas Que Fazem a Música mostrou avanços contundentes e um longo caminho ainda pela frente. Desde a primeira edição do estudo, que mede anualmente a presença delas e o impacto dos seus ganhos no conjunto dos associados, o total de filiadas da UBC deu um salto de 210%.
“Este relatório foi criado inicialmente com o objetivo de analisar o mercado da música para as mulheres e fomentar o debate na indústria musical. Desde 2018, é possível notar um avanço significativo, porém lento, nas conquistas de intérpretes, autoras, músicas acompanhantes e produtoras fonográficas. Hoje, enxergamos que, além de divulgar números que evidenciam a disparidade de gênero no mercado musical, a UBC tem a responsabilidade e o potencial necessário para colaborar com a mudança do cenário. A UBC abraça e apoia diversas ações em prol da igualdade de gênero, não só no mês de março, mas durante todo o ano. Mais que um compromisso, é um dos nossos valores”, aponta a UBC.
Relatório UBC – Por Elas Que Fazem a Música
Em 2025, a comparação dos ganhos delas com os dos homens escancarou a necessidade de ações mais contundentes e estruturais por parte de todos os atores da indústria para reduzir a desigualdade de gênero. Por muito que as mulheres se filiem mais, elas estacionaram em 10% do total dos ganhos entre os associados.
O fato de que, entre os 100 maiores arrecadadores, elas sejam 12 (contra 10 em 2018) mostra, talvez, uma leve melhora na visibilidade das mulheres entre os principais nomes do mainstream. Mas pouco diz sobre a enorme segregação que elas ainda sofrem no conjunto da indústria.
E a análise da distribuição delas por categoria de profissional da criação musical deixa isso óbvio: ocupações tidas como reserva de mercado para os homens, como as de músicos acompanhantes, são as que contam com menos mulheres (só 5% do total). Já as versionistas (20% do total da categoria) e intérpretes (16%) são as que conseguiram reduzir um pouco mais o abismo entre os gêneros.
Os dados coletados na pesquisa serão divulgados na oitava edição do relatório “Por Elas Que Fazem a Música”. Participe da pesquisa acessando aqui.
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