Exclusivo: Spotify viabiliza primeiro videoclipe no Brasil com NandaTsunami e inaugura nova fase do RADAR

O Spotify Brasil apoia pela primeira vez a produção audiovisual de uma artista do programa RADAR, conectando vídeo, descoberta e narrativa musical.
Foto de Nathália Pandeló
Nathália Pandeló
NandaTsunami lança 'Faço Acontecer' com apoio do Spotify (Crédito: Divulgação)
NandaTsunami lança 'Faço Acontecer' com apoio do Spotify (Crédito: Divulgação)

O Spotify dá um passo inédito no Brasil ao viabilizar diretamente um videoclipe dentro da plataforma, movimento que marca uma nova etapa da estratégia de vídeo da empresa e do programa RADAR. A estreia acontece com NandaTsunami, artista em ascensão que viralizou recentemente com “P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)” e agora lança o clipe de “Faço Acontecer”, faixa ainda inédita.

O projeto reúne três dimensões que ajudam a entender o alcance desse movimento: a artista, em um momento de virada de carreira; o Spotify, que passa a atuar de forma mais direta no audiovisual no Brasil; e a diretora Asaph Luccas, responsável por traduzir essa fase em imagem. 

Além de representar a primeira produção audiovisual viabilizada diretamente pelo Spotify no país, o lançamento também funciona como um retrato do que o RADAR se propõe a ser hoje. Criado como um programa de descoberta, ele passa a operar também como uma engrenagem prática para projetos mais ambiciosos.

O vídeo como extensão da narrativa musical

Carolina Alzuguir, Diretora de Parcerias com Artistas, Gravadoras e Distribuidoras do Spotify Brasil
Carolina Alzuguir, Diretora de Parcerias com Artistas, Gravadoras e Distribuidoras do Spotify Brasil. Foto: Divulgação

Para Carolina Alzuguir, Head de Música do Spotify no Brasil, o apoio direto a um videoclipe nasce de uma mudança clara na forma como o público se relaciona com artistas dentro da plataforma.

“Esse passo é resultado de uma evolução natural da forma como os fãs consomem música hoje e de como o Spotify vem ampliando o papel do vídeo como ferramenta de descoberta, conexão e narrativa artística dentro da plataforma. O Spotify sempre foi um espaço onde a música nasce, circula e ganha contexto, e o vídeo potencializa exatamente isso. Ele aprofunda a relação do público com a obra e com o artista, sem competir com a música, mas somando camadas de significado, identidade e expressão”, explica a executiva, que acumula passagens por empresas como Twitter, Sony Music, Multishow e BMG

No Spotify desde 2018, Carolina atuou anteriormente na área de parcerias, sendo responsável pela estratégia de música da plataforma no Brasil e pelo relacionamento com artistas, gravadoras, distribuidoras e selos. Segundo ela, a proposta não é tratar o vídeo como uma peça isolada, mas integrá-lo desde o início à visão criativa do artista, como parte da própria obra.

“Dentro do ecossistema do Spotify, o vídeo surge como mais um instrumento a serviço dos artistas e criadores. Quando integrado desde a origem à visão criativa de quem faz a música, ele amplia a narrativa, aprofunda o vínculo com o público e ajuda a dar forma visual a universos que já existem no som. É um uso que estende a narrativa artística e atua como uma alavanca adicional de descoberta, engajamento e conexão.”

RADAR: da aposta editorial à estrutura concreta

NandaTsunami no programa Radar, do Spotify
NandaTsunami no programa Radar, do Spotify (Crédito: Divulgação)

Ao completar cinco anos em 2025, o programa RADAR já apoiou mais de 1.000 artistas globalmente e se consolidou como uma das principais vitrines de novos talentos dentro do Spotify. No Brasil, o programa já passou por nomes como Marina Sena, Ebony, MC Luanna, Tasha & Tracie, Gilsons, Agnes Nunes, Mari Fernandez, Veigh e Murilo Huff.

No caso de NandaTsunami, a decisão de ir além da curadoria editorial e viabilizar uma produção audiovisual veio da força da identidade artística e da relação construída com o público.

“No caso da NandaTsunami, o que pesou foi a combinação muito clara entre identidade artística, consistência criativa e uma conexão real com o público, que se manifesta na formação de comunidades engajadas em torno da sua obra. São fãs que não apenas escutam, mas se reconhecem no discurso, compartilham, comentam e ajudam a amplificar sua narrativa”, explica a Head de Música.

Para Carolina, o investimento direto não altera o papel do Spotify, mas aprofunda essa parceria.

“Transformar a aposta editorial em um investimento mais direto não significa mudar o papel do Spotify, mas aprofundá-lo. É sobre oferecer estrutura para que a visão do artista ganhe escala sem perder autenticidade. O videoclipe nasce como um exemplo concreto disso: o Spotify atuando como parceiro, viabilizando, mas mantendo o artista no centro das decisões criativas.”

Um passo maior na trajetória de NandaTsunami

NandaTsunami
NandaTsunami (Crédito: Divulgação)

Para NandaTsunami, MC e compositora paulistana que mistura funk de São Paulo com elementos do trap e vem ganhando projeção nacional nos últimos anos, o projeto marca um ponto de virada na carreira.

“Sinto que o Spotify e o programa Radar apareceram em um momento onde eu precisava de suporte para realizar um sonho que me parecia muito distante e dar um passo maior. Sempre quis fazer um videoclipe onde eu pudesse contar uma história, que traduzisse a essência do meu trabalho, e eles trazem a oportunidade de fazer uma produção maior e que vai de encontro com esse momento de grande visibilidade.”

O impacto do RADAR também se reflete na maneira como a artista passa a enxergar a própria carreira, agora em um estágio de maior profissionalização.

“É como aquela cena do Tio Ben [no filme do Homem-Aranha] que ele diz que com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Tenho aprendido que esse trabalho exige muita responsabilidade, muita disciplina e que isso se torna bem mais necessário conforme as coisas vão crescendo. Esse é o momento de vestir nossa calça de mulher adulta, estudar sobre negócios e nos organizar enquanto empresa e marca.”

O encontro criativo com Asaph Luccas

A direção do clipe ficou a cargo de Asaph Luccas, diretora de cena, roteirista e artista multidisciplinar nascida e criada na periferia de São Paulo, com trajetória que transita entre o cinema independente, a publicidade e o audiovisual musical.

“Todas as letras dela têm uma narrativa quase cinematográfica. Quando escuto músicas como Pq Vc Não Me Liga, enxergo uma estrutura que tem até plot twist no final. Quando o projeto do videoclipe de Faço Acontecer chegou até mim, a NandaTsunami já tinha muita certeza do que ela queria, porque ela é uma artista que já tem uma visão formada de quem ela é.”

Segundo Asaph, o trabalho foi de diálogo e construção coletiva, com o Spotify atuando também como parceiro criativo.

“O Spotify esteve não só como um apoio de plataforma para o lançamento do clipe, mas também como um apoio criativo. O conhecimento de mercado, de como os videoclipes e a música performam hoje em dia, é imenso. Esse respeito criativo, esse apoio mútuo, foi essencial para a construção do clipe de Faço Acontecer.”

O resultado é um vídeo que aborda temas como preconceito, violência, fé e pertencimento, alinhado ao discurso da artista e ao momento de sua carreira.

“É um clipe que questiona o preconceito, a violência, e deixa a mensagem de paz, apoio e fé. A identidade nunca se perde quando a artista sabe muito bem quem ela é e com quem ela quer trabalhar.”

O lançamento de “Faço Acontecer” sintetiza um movimento mais amplo em curso no mercado de música digital: plataformas que deixam de atuar apenas como vitrines de distribuição e passam a integrar, de forma mais direta, o desenvolvimento criativo de artistas em ascensão. 

Ao viabilizar seu primeiro videoclipe no Brasil dentro do ecossistema do RADAR, o Spotify testa um modelo que combina curadoria, estrutura e escala, ao mesmo tempo em que mantém o artista no centro das decisões. Para NandaTsunami, o projeto marca um passo maior em sua trajetória; para a plataforma, sinaliza como vídeo, música e narrativa passam a operar de forma cada vez mais integrada.

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