Quem é Izzy La Reina, brasileira que vem se destacando nos Estados Unidos?
Com faixas nos topos das paradas, ritmos e artistas da América Latina têm conquistado cada vez mais espaço no cenário musical global. Diante disso e das grandes estrelas da atualidade, surge o questionamento: quem são as próximas vozes latinas que encontrarão o holofote do Brasil e do exterior? E é nesse cenário que a cantora Izzy ...
Por Redação···5 min de leitura·
Com faixas nos topos das paradas, ritmos e artistas da América Latina têm conquistado cada vez mais espaço no cenário musical global. Diante disso e das grandes estrelas da atualidade, surge o questionamento: quem são as próximas vozes latinas que encontrarão o holofote do Brasil e do exterior? E é nesse cenário que a cantora Izzy La Reina surge como uma aposta.
Brasileira e radicada há duas décadas nos Estados Unidos, ela une referências nacionais, hispânicas e norte-americanas em seus trabalhos, sem deixar de lado suas raízes. Versátil, passeia pelo pop e pelo reggaeton, como acontece em “Pa Ti”. A parceria com Amenazzy, já reconhecido dentro do ritmo e dono de faixas com centenas de milhões de plays, foi lançada nesta sexta-feira (20), junto com um visualizer. O som é a primeira faixa divulgada do EP de estreia da brasileira.
A letra é bilíngue, em espanhol e inglês, e a produção é assinada por Light GM, que já trabalhou com artistas como Bad Bunny. A direção é de Raymi Paulus, colaborador de J Balvin e Tokischa. Tanto a música quanto o audiovisual foram gravados na República Dominicana, com cenários praianos e característicos do país.
Izzy conta que demorou para encontrar o som perfeito para a canção. O resultado esperado só veio quando viajou para a América Central e se reuniu com produtores de lá. “‘Pa Ti’ marca uma nova etapa da minha carreira”, afirma La Reina.
“Além de ser minha primeira parceria com um artista latino, a música vem também em um momento que estou conseguindo ganhar mais visibilidade em alguns países, como na República Dominicana”, completa.
O som é romântico e mostra um lado mais sentimental da brasileira, que deseja mostrar que essa vulnerabilidade não é oposta ao empoderamento feminino – temática sempre presente em suas obras.
Mas afinal, quem é Izzy a Reina?
Com suas músicas e videoclipes luxuosos, cheios de sensualidade, estilo, qualidade e assinaturas gabaritadas, Izzy La Reina vem chamando cada vez mais a atenção do público. A artista possui três singles: “Diabla” – cujo dance video já ultrapassa três milhões de visualizações e atingiu o TOP50 dominicano -, “BOY TOY” – com mais de um milhão de views – e “La Oscuridad” – dirigido por Steven Gomillion, que já dirigiu nomes como Jennifer Lopez -, além de uma Live Sessions no Rio de Janeiro, cidade onde nasceu.
Em uma trajetória particular e praticamente inédita, a carioca procura fazer o caminho inverso do usual: muitos artistas se estabelecem no Brasil, para depois buscarem a expansão internacional de seu público. Diferentemente, Izzy migrou muito jovem para os EUA – começando do zero por lá – e já busca conquistar a audiência mundial e a brasileira com seu trabalho.
Porém, esse plano não é simples e ela relata ter passado por muitas dificuldades quando decidiu trilhar sua trajetória na América do Norte. Nesse processo, a brasileira ressalta que teve contato com a comunidade hispânica e que absorveu essa cultura como uma de suas referências na arte.
“Posso dizer que minha experiência como mulher imigrante nos Estados Unidos foi e tem sido muito difícil. São muitos desafios e barreiras que temos que superar todos os dias. Você não está no seu país e nem está falando a sua língua, você está “competindo” com pessoas que são dali e que tem muito mais portas abertas que você e, talvez o mais complicado, apesar de também cantar em inglês você está tentando trazer um pouco do seu universo cultural para uma terra que é completamente focada em sua própria cultura”, destaca.
Foto: Ernna Cost/Divulgação
Em entrevista ao POPline.Biz é Mundo da Música, Izzy revelou como se sente começando a carreira do zero em outro país: “Geralmente os artistas acontecem em sua terra natal primeiro e depois vem pra cá consolidar sua carreira”.
“Sei que existem muitos desafios para esses artistas também, mas quando você parte do zero aqui como imigrante, sem nada e sem ninguém, a coisa é bem complicada. Então pra mim é bem importante poder falar sobre isso e poder servir de inspiração para muitos outros que ainda viverão essa mesma história”, revela.
Nas redes sociais, tem viralizado: no Instagram – onde tem 109 mil seguidores – um vídeo cantando Adele no começo deste ano marcou um milhão de visualizações em menos de dois dias. No aplicativo e no TikTok, “Diabla” tem aparecido em milhares de vídeos publicados por usuários – muitas vezes famosos. Neste mês, a faixa ainda entrou pela primeira vez em um TOP200 do Spotify, na República Dominicana.
“Meu foco maior é demonstrar os momentos de vulnerabilidade e sensibilidade que todos nós passamos. Talvez o empoderamento esteja mais presente na maneira como rasgo meus sentimentos, sem medo de ser feliz”, finaliza.
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