Opinião: Os vários públicos de gerenciamento de crise
Se eu puder destacar uma ação para gerenciamento de crise, eu digo: encare o problema de frente. Seja cancelamento, linchamento virtual, ruído de comunicação… encare de frente! E peça desculpas se estiver errado (a); sempre. Dito isso, não se pode perder de vista que um cancelamento, nos dias atuais, pode até mesmo servir como marco de ...
Por Redação···2 min de leitura·
Se eu puder destacar uma ação para gerenciamento de crise, eu digo: encare o problema de frente. Seja cancelamento, linchamento virtual, ruído de comunicação… encare de frente! E peça desculpas se estiver errado (a); sempre.
Dito isso, não se pode perder de vista que um cancelamento, nos dias atuais, pode até mesmo servir como marco de um novo capítulo na vida do artista. Quem julga e determina isso é o público. O povo é o “juiz”. Sempre foi. Pode parecer que este fato é novo, mas não. Ele somente recebeu uma nova roupagem a partir das mídias digitais. O público é soberano.
Apesar de ser o todo poderoso, há diversos perfis de público, e esse é o ponto-chave desta coluna. Para lidar de forma exitosa com um gerenciamento de crise é preciso saber quais – e quantas – pessoas estão sendo impactadas. As quantidades de curtidas, links, menções e compartilhamentos sinalizam o tamanho do gerenciamento que está por vir. Também é preciso ficar atento em quais veículos o fato está sendo noticiado, para aferir de forma precisa a dimensão do todo.
Zé Raphael. Foto: Divulgação
Em linhas gerais, podemos classificar assim: crises pequenas ficam restritas a veículos mais tradicionais e jornais impressos. Crises médias permanecem nos sites e impressos, mas também ocupam espaço nas redes sociais desses veículos. Já uma crise considerada grande é quando temos todos os públicos e nichos impactados – e isso se dá pelos perfis de fofoca.
Cabe ao assessor, portanto, junto com o assessorado, traçar a melhor estratégia de resposta, onde será feita essa réplica, ou até mesmo optar pelo silêncio. Friso, porém, que não se trata de uma decisão fácil. O mais importante é ser assertivo, preciso, e não transformar uma brisa leve em furacão.
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Jornalista há 20 anos, Zé Raphael é especialista em Assessoria de Comunicação. Trabalhou em redações de impresso, TV e rádio e obteve destaques em funções como pauteiro de rede nos programas de entretenimento da Band. Foi Coordenador de Jornalismo nas rádios Paradiso FM e Jovem Pan, e num hiato distante das redações, realizou freelas para revistas, jornais e pesquisas de jornalismo em Madri (Espanha) e Califórnia (EUA). Na volta ao Brasil, direcionou-se profissionalmente para a assessoria. Zé acredita fielmente no diálogo verdadeiro com a imprensa.
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