A CAIXA Cultural começa um novo capítulo em Salvador. Na última sexta-feira (16), o Governo da Bahia oficializou a concessão do Palacete Saldanha à Caixa Econômica Federal, consolidando a instalação da nova CAIXA Cultural Salvador no Centro Antigo da capital baiana.
O imóvel, um dos símbolos históricos do Pelourinho e antigo Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, passa a integrar a rede de equipamentos culturais da Caixa com a promessa de se tornar a maior CAIXA Cultural do país. A cerimônia reuniu o governador Jerônimo Rodrigues, a ministra da Cultura Margareth Menezes, secretários de Estado, representantes da Caixa e nomes da classe artística baiana, sinalizando o peso institucional do projeto.
Além do gesto simbólico, a concessão envolve um plano técnico de longo prazo. O prédio, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), passará por obras de recuperação e restauração, com investimento estimado em R$ 72,2 milhões. A proposta é preservar as características originais do casarão, com cerca de sete mil metros quadrados e arquitetura barroca de influência hispano-americana, enquanto o espaço ganha nova função pública ligada à cultura.
Palacete Saldanha e o novo desenho da CAIXA Cultural em Salvador
Construído no início do século XVIII, o Palacete Saldanha teve protagonismo na história da cidade ao abrigar o Liceu de Artes e Ofícios entre 1874 e 2007. Durante mais de um século, o local ofereceu formação profissional gratuita em áreas como marcenaria, carpintaria, serralheria e artes, formando gerações de trabalhadores e artistas.
Com a chegada da CAIXA Cultural, o prédio passa a integrar uma estratégia mais ampla de requalificação do Centro Histórico. O projeto prevê duas galerias expositivas, teatro, sala de cinema e uma agência conceito da Caixa, diversificando a atuação do equipamento cultural, que hoje funciona em um prédio na avenida Carlos Gomes.
Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, a expectativa é que a nova CAIXA Cultural Salvador atue como motor para a economia criativa local, com geração de empregos diretos e indiretos e aumento da circulação cultural no Pelourinho. A dimensão física do imóvel e o escopo do projeto colocam Salvador em posição de destaque dentro da rede nacional de centros culturais da instituição.
Concessão, patrimônio e impacto urbano no Centro Histórico

Por trás da formalização do projeto, houve um trabalho jurídico decisivo conduzido pela Procuradoria Geral do Estado da Bahia. A modelagem da concessão garantiu segurança jurídica e transparência ao processo, viabilizando que um patrimônio tombado fosse destinado a uma nova função social, conectada às demandas contemporâneas da cidade.
Para a Procuradora Geral do Estado, Bárbara Camardelli, a iniciativa vai além da restauração arquitetônica.
“A PGE-BA celebra esse momento como um marco para a preservação do nosso patrimônio histórico, mas também como um passo importante na geração de oportunidades. Ao garantir segurança, transparência e agilidade na modelagem jurídica, contribuímos para que a cultura cumpra seu papel de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico, estimular a economia criativa e promover a requalificação urbana”.
Durante o evento, o governador Jerônimo Rodrigues destacou o alinhamento do projeto com a política cultural do Estado.
“De forma responsável, o Governo Federal tem colocado a cultura no orçamento, a Caixa tem outros equipamentos de cultura no Brasil e nosso diálogo tem sido para que até o segundo semestre a primeira etapa desse projeto seja inaugurada”.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, reforçou o simbolismo da escolha do prédio histórico para sediar a CAIXA Cultural.
“Esse é o momento em que se apresenta a abertura de uma nova perspectiva dos investimentos na cultura e na arte brasileira. Imagine quando começarmos a entregar esse equipamento, as transformações que serão geradas aqui na comunidade, na cidade e no estado. Porque será mais uma atração que a Bahia terá para trazer gente do mundo inteiro, para conhecer e interagir com a nossa cultura e a nossa arte”.
A previsão é que a primeira etapa da nova CAIXA Cultural Salvador seja inaugurada até o segundo semestre, reposicionando o Palacete Saldanha como um polo ativo de produção, fruição e circulação cultural no coração do Pelourinho.
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