Exclusivo: Luciane Rodrigues chega ao time do FR Advocacia e Consultoria para liderar nova área de sincronização musical

Luciane Rodrigues assume a frente da nova área musical do FR em um momento de maior demanda por contratos e licenças.
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Nathália Pandeló
Luciane Rodrigues entra para o FR Flórency Rodrigues Advocacia e Consultoria
Luciane Rodrigues entra para o FR Flórency Rodrigues Advocacia e Consultoria (Crédito: Divulgação)

Luciane Rodrigues chega à equipe do FR | Flórency Rodrigues Advocacia e Consultoria para comandar uma nova frente de sincronização musical, área que ganhou mais peso nos últimos anos com o avanço do streaming, da publicidade digital, dos games e das produções audiovisuais. A movimentação coloca a executiva no centro de uma operação voltada a organizar negociações, licenças e contratos para o uso de músicas em diferentes formatos e plataformas.

Na prática, sincronização musical é quando uma obra é usada junto com imagem ou conteúdo audiovisual, como em filmes, séries, campanhas publicitárias, games e vídeos digitais. Parece um tema técnico à primeira vista, mas ele está diretamente ligado a uma parte cada vez mais valiosa do mercado: fazer a música circular de forma licenciada, com segurança jurídica e retorno financeiro para os titulares.

O que muda com a chegada de Luciane Rodrigues

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Crédito: Jakub Zerdzicki

Com mais de 20 anos de atuação no mercado musical brasileiro e internacional, Luciane Rodrigues passa a integrar o departamento de entretenimento do escritório como gerente de negócios da área de sincronização musical. A proposta do FR é atender clientes nacionais e internacionais em uma frente que reúne visão comercial e assessoria jurídica especializada.

A executiva construiu sua trajetória em posições ligadas à negociação de direitos, licenciamento digital, administração de catálogo e contratos voltados à exploração econômica de obras musicais. Esse histórico ajuda a explicar o movimento do escritório. Em uma realidade em que uma mesma música pode ser licenciada para uma campanha, uma série, um vídeo de marca e uma plataforma digital, cresce a necessidade de estrutura para costurar interesses de editoras, produtoras, agências, artistas e plataformas.

Antes de chegar ao FR, Luciane Rodrigues atuou na UBEM – União Brasileira de Editoras de Música, onde foi gerente de negócios e participou de negociações estratégicas de contratos de sincronização e digital. Também trabalhou na Indie Publishing Ltda, na gestão de catálogos nacionais e internacionais, negociação com autores e administração de royalties. No início da carreira, passou pela Abril Music Ltda, desenvolvendo experiência em autorizações de sincronização, registros e gestão de repertório.

Esse percurso é relevante porque a sincronização deixou de ser tratada apenas como uma autorização pontual. Hoje, ela faz parte de uma lógica mais ampla de monetização de catálogos e planejamento de carreira, sobretudo em um mercado em que músicas podem ganhar nova vida quando entram em novelas, séries, trailers, campanhas e conteúdos de creators.

Por que a sincronização musical ganhou mais espaço

Flórency Rodrigues
Flórency Rodrigues (Crédito: Divulgação)

A nova área do escritório Flórency Rodrigues Advocacia e Consultoria nasce com foco na estruturação estratégica de projetos de sincronização musical. O escritório informa que o trabalho será voltado à negociação e à assessoria jurídica para editoras, produtoras audiovisuais, plataformas de streaming, marcas, agências de publicidade, artistas e influenciadores. O objetivo é organizar as operações que envolvem o uso de obras musicais em filmes, séries, campanhas, games e conteúdos digitais.

Esse movimento acompanha uma mudança mais ampla do setor. Quanto mais janelas de exploração aparecem, maior fica a complexidade contratual. Uma música usada em uma série, por exemplo, pode envolver diferentes titulares, prazos, territórios, formatos de exibição e regras específicas de remuneração. Sem uma estrutura clara, o que parece uma oportunidade comercial pode virar um impasse jurídico.

Para a sócia fundadora Flórency Rodrigues, a criação da área responde justamente a essa virada do mercado.

“A sincronização musical ocupa hoje uma posição central na cadeia econômica da música e do audiovisual. A chegada da Luciane representa um movimento estratégico do FR para oferecer uma atuação ainda mais técnica e especializada nesse segmento, conectando segurança jurídica, visão de negócio e profundo conhecimento das dinâmicas do setor. Estamos muito felizes com a entrada da Luciane, não tenho dúvidas de que será um reforço de peso na nossa equipe de entretenimento.”

A própria Luciane Rodrigues destaca que o mercado pede mais planejamento, e não apenas respostas rápidas para demandas pontuais.

“A sincronização deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a integrar a estratégia de posicionamento e monetização de catálogos musicais. Estruturar contratos sólidos e negociações equilibradas é fundamental para garantir que a música circule em múltiplas janelas com segurança e eficiência, beneficiando titulares, produtoras e demais players da indústria.”

A chegada da executiva também sinaliza como escritórios e consultorias ligados ao entretenimento vêm ajustando sua atuação a uma indústria mais conectada entre música, tecnologia, publicidade e audiovisual. Nesse ambiente, saber negociar direitos já não basta por si só. É preciso entender o valor comercial do repertório, os interesses de cada ponta da operação e os riscos de contratos mal desenhados. Ao criar uma área específica para sync, o FR Advocacia e Consultoria aposta justamente nessa leitura mais integrada do negócio.

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