Grammy 2026: onde assistir, quem lidera as indicações e o que observar na premiação deste domingo

O Grammy 2026 acontece em 1º de fevereiro, com transmissão no Brasil pela TNT e HBO Max a partir das 21h30, além de pré-show direto do tapete vermelho.
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Nathália Pandeló
Grammy Awards

O Grammy 2026 acontece neste domingo, 1º de fevereiro, e volta a colocar a principal premiação da música mundial no centro das atenções do mercado. A cerimônia será realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles, reunindo artistas, gravadoras, editoras e profissionais da indústria para uma noite que vai além dos troféus e ajuda a indicar caminhos do setor ao longo do ano. A apresentação fica a cargo de Trevor Noah, pelo sexto e último ano.

Para o público brasileiro, a cobertura já está garantida. A transmissão oficial será feita pela TNT e pela HBO Max, com um time que mistura bastidores, comentários técnicos e tradução simultânea. A edição deste ano também traz mudanças nas regras, novas categorias e uma disputa intensa nas principais premiações, com nomes consolidados e artistas que ganharam força recentemente.

A seguir, um guia prático para acompanhar o Grammy 2026, entender quem chega forte na disputa e saber onde vale prestar mais atenção.

Onde e como assistir ao Grammy 2026 no Brasil

A transmissão do Grammy 2026 começa às 21h30, no horário de Brasília, com um pré-show exclusivo exibido simultaneamente pela TNT e pela HBO Max. A cobertura do tapete vermelho será apresentada por Carol Ribeiro, diretamente de Los Angeles, trazendo entrevistas e bastidores antes da cerimônia principal.

A partir das 22h, a premiação entra no ar ao vivo. A transmissão contará com comentários do especialista em cultura pop Phelipe Cruz e da cantora Gaby Amarantos, convidada especial pelo terceiro ano consecutivo. A tradução simultânea ficará por conta de Marly Moro e Robert Greathouse, garantindo acesso ao conteúdo completo para o público brasileiro.

Após a exibição ao vivo, a cerimônia ficará disponível na HBO Max por duas semanas, permitindo rever discursos, apresentações e momentos que costumam repercutir no mercado nos dias seguintes.

O Brasil na premiação

Maria Bethânia e Caetano Veloso terão show ao vivo lançado pela Sony Music

O Grammy 2026 conta com representação brasileira até na lista de indicados. Caetano Veloso e Maria Bethânia concorrem na categoria Melhor Álbum de Música Global com o disco “Caetano & Bethânia Ao Vivo”, registro da turnê realizada entre agosto de 2024 e março de 2025, que marcou o reencontro dos irmãos após décadas sem dividir um projeto desse porte. 

A indicação representa a primeira vez de Maria Bethânia no Grammy Awards e aumenta o histórico de Caetano Veloso, que já soma cinco indicações anteriores e duas vitórias na premiação, uma pelo álbum “Livro” e outra como produtor de “João Voz e Violão”, de João Gilberto

Criada em 1992 sob o nome World Music e rebatizada como Música Global em 2020, a categoria reúne lançamentos de diferentes regiões do mundo e, neste ano, também conta com nomes como Burna Boy, Youssou N’Dour, Shakti e Anoushka Shankar, colocando o projeto brasileiro em disputa direta com artistas de forte circulação internacional.

Gaby Amarantos retorna como convidada da transmissão

A presença de Gaby Amarantos na cobertura reforça a estratégia da transmissão brasileira de dialogar com artistas que transitam entre o mainstream e discussões mais amplas sobre cultura e mercado. A cantora retorna à bancada após ter participado das edições anteriores, comentando performances, escolhas artísticas e movimentações da indústria.

Vencedora do Latin Grammy em 2023 com o álbum “TecnoShow”, Gaby Amarantos vem ampliando sua atuação para além da música, com projetos que passam pela televisão, atuação e debates culturais. Na transmissão do Grammy, sua participação costuma trazer leituras que conectam a premiação internacional com a realidade da música brasileira.

Gaby Amarantos - Crédito Cris Vidal
Gaby Amarantos – Crédito: Cris Vidal

Quem lidera as indicações ao Grammy 2026

A lista de indicados do Grammy 2026 tem Kendrick Lamar como principal destaque, com nove nomeações, incluindo as categorias de Álbum do Ano, Canção do Ano e Gravação do Ano. O desempenho do rapper chama atenção por consolidar sua posição tanto artística quanto comercial dentro do mercado.

Logo atrás aparece Lady Gaga, com sete indicações, seguida por Bad Bunny, Leon Thomas e Sabrina Carpenter, que disputam seis categorias cada. O grupo reflete uma combinação de artistas já estabelecidos e nomes que cresceram em relevância nos últimos ciclos da indústria.

Essa concentração de indicações costuma influenciar agendas de turnês, negociações de catálogo e estratégias de lançamento ao longo do ano, especialmente para artistas que disputam as categorias gerais.

Bad Bunny (Crédito: Eric Rojas)
Bad Bunny (Crédito: Eric Rojas)

Mudanças e novas categorias nesta edição

A edição de 2026 do Grammy estreia duas novas categorias: Melhor Álbum de Música Country Tradicional e Melhor Capa de Álbum. A inclusão reflete movimentos internos da Recording Academy para atualizar critérios e reconhecer áreas específicas da produção musical.

Outra mudança relevante está nas regras de elegibilidade para Álbum do Ano. Artistas creditados como participação agora podem ser indicados, desde que sua contribuição no disco represente menos de 20% do tempo total. A alteração responde a debates recentes sobre créditos, colaborações e reconhecimento artístico.

Pela primeira vez, compositores e letristas também passam a ser reconhecidos diretamente em categorias clássicas, como Melhor Performance Orquestral e Melhor Álbum Vocal Solo Clássico, antes restritas a intérpretes e produtores.

O que vale observar além dos troféus

Mais do que vencedores, o Grammy costuma funcionar como termômetro para tendências do mercado. As apresentações ao vivo indicam apostas estéticas, enquanto discursos e escolhas de categorias ajudam a entender prioridades da indústria.

Também vale atenção ao espaço dado a gêneros fora do eixo pop tradicional, às estratégias de visibilidade internacional e à forma como a premiação dialoga com plataformas de streaming, redes sociais e novos formatos de consumo.

Para profissionais do setor, acompanhar o Grammy é observar como narrativa, mercado e política cultural se cruzam em uma das vitrines mais influentes da música global.

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