Jimi Hendrix, o dono da guitarra flamejante mais famosa do planeta, chegou ao sucesso de forma tão rápida quanto sucumbiu ao vício em drogas – que levou à sua morte prematura aos 27 anos. A Editora Seoman lança ‘Jimi Hendrix: Uma Sala cheia de Espelhos’, do jornalista Charles R. Cross, neste mês de novembro, que o cantor completaria 80 anos.
A obra traz respostas e curiosidades sobre uma carreira cheia de polêmicas. Charles R. Cross retrata no livro a história de Hendrix, que conseguiu sair da pobreza para o sucesso. A biografia mostra de forma crua a imagem de um homem que estava destinado a ser um astro.

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Em uma referência à música ‘Room Full of Mirrors’, composta em 1968, o título do livro já é uma provocação ao que será desvendado pelo autor e mostra a múltipla personalidade do artista. A canção, que nunca foi lançada oficialmente durante a vida do cantor, conta a história de um homem aprisionado em um mundo de reflexos de si mesmo, tão poderoso que o persegue até nos sonhos. Ele se solta ao estilhaçar os espelhos e, ferido pelos cacos de vidro, busca um “anjo” que possa libertá-lo.

Em visita ao pai de Jimi Hendrix, Al, nos anos 2000, o biógrafo viu uma peça de arte, criada pelo músico em 1969, que consistia em uma moldura com cinquenta pedaços de um espelho estilhaçado, engastados em argila, na exata posição que teriam ocupado quando o espelho foi partido. Al Hendrix apontou que “essa era a Sala Cheia de Espelhos de Jimi”.
“Tendo em mãos a manifestação física desse conceito, é impossível não pensar na profunda complexidade do homem que criou essa música”, conta Ross na apresentação da biografia ‘Jimi Hendrix: Uma Sala cheia de Espelhos’.




