A lista Global Power Players 2026 da Billboard volta a destacar o peso crescente do Brasil nas decisões que influenciam a indústria musical internacional. A seleção anual reúne executivos responsáveis por estratégias de mercado fora dos Estados Unidos e reconhece profissionais que têm impacto direto no crescimento global da música.
Na edição deste ano, nove brasileiros aparecem entre os nomes escolhidos pela publicação: Fernando Cabral, Cristiane Simões, Tatiana Cantinho, Paulo Lima, Leila Oliveira, Sandra Jimenez, João Alquéres, Roni Maltz Bin e Adriana Ramos. Eles representam gravadoras, plataformas digitais, editoras e empresas de distribuição que operam em escala internacional.
Segundo a Billboard, a lista reconhece executivos “nomeados por suas empresas e colegas e escolhidos pelos editores” que têm responsabilidade direta por mercados fora dos Estados Unidos. Esses territórios já representam cerca de 60% da receita global da música gravada, de acordo com dados do relatório Global Music Report 2025 da IFPI – Federação Internacional da Indústria Fonográfica.
Gravadoras e editoras concentram parte dos nomes brasileiros
Entre os brasileiros citados, vários ocupam posições estratégicas em grandes gravadoras internacionais com operação no país. É o caso de Fernando Cabral, CEO da Sony Music Entertainment Brasil, e Cristiane Simões, vice-presidente sênior e label head da mesma companhia.
A Som Livre também aparece na lista com Tatiana Cantinho, vice-presidente sênior e label head. Já a Universal Music Brasil é representada por Paulo Lima, presidente da empresa no país, enquanto Adriana Ramos, managing director da Universal Music Publishing Group, surge como uma das executivas responsáveis pelo trabalho editorial da empresa no território brasileiro.
Outro nome recorrente no ranking é Leila Oliveira, presidente da Warner Music Brasil. A executiva já havia sido citada em edições anteriores da lista e volta a aparecer entre os líderes reconhecidos pela publicação.
A presença de executivos ligados a grandes gravadoras e editoras reflete o papel do Brasil como um dos principais mercados da música no mundo. Segundo a IFPI, o país está entre os dez maiores mercados fonográficos globais em receita.

Plataformas, distribuição e música independente também aparecem
Além das grandes gravadoras, a lista inclui executivos ligados a outras frentes do ecossistema musical digital.
Sandra Jimenez, diretora regional de música para América Latina e U.S. Latin no YouTube, aparece novamente entre os nomes selecionados. A executiva tem atuação ligada ao desenvolvimento de estratégias para artistas e criadores de conteúdo em toda a região latino-americana.
No campo da distribuição e serviços para artistas independentes, dois executivos brasileiros também foram citados.
João Alquéres, vice-presidente da ADA Brazil, braço de distribuição e serviços da Warner Music, aparece na lista pelo trabalho com selos e artistas independentes. Já Roni Maltz Bin, CEO da plataforma Sua Música Group, volta a figurar no ranking após expandir a atuação da empresa em novos mercados da América Latina.
A presença desses executivos reflete a diversidade de modelos de negócio que hoje compõem a indústria musical. Além das gravadoras tradicionais, plataformas digitais, distribuidoras e empresas voltadas à música independente passaram a ocupar espaço cada vez maior na cadeia de valor do setor.
Billboard aponta indústria cada vez mais global

Ao apresentar a edição de 2026 do ranking, a Billboard destacou como o mercado musical internacional vive um momento de circulação global intensa de artistas, repertórios e estratégias comerciais.
A publicação cita exemplos recentes desse cenário, como o sucesso global da música “APT.”, parceria entre Bruno Mars e Rosé, apontada pela IFPI como o single mais vendido do mundo em 2025.
A revista também lembra que mercados fora dos Estados Unidos representam hoje a maior parte da receita global da música gravada. Países como Japão, Reino Unido, Alemanha, China, França, Coreia do Sul, Canadá, Brasil e México estão entre os principais polos desse crescimento.
Nesse contexto, a lista Global Power Players busca destacar os executivos responsáveis por liderar operações nesses territórios e conectar artistas, empresas e públicos em diferentes partes do mundo.
Entre os desafios apontados por alguns dos executivos ouvidos pela publicação estão a adaptação às novas tecnologias, o desenvolvimento de infraestrutura para shows em mercados emergentes e a necessidade de equilibrar estratégias globais com o conhecimento das culturas locais.
A presença de nove brasileiros na edição de 2026 aponta para um destaque cada vez maior do país nesses debates. A presença de nove brasileiros na edição de 2026 mostra que o país segue relevante nas operações e estratégias da indústria musical internacional.
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