30e assina global deal com System Of A Down após turnê com meio milhão de público na América do Sul

A 30e passa a atuar como parceira mundial da banda em projetos ao vivo, marketing e experiências especiais.
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Nathália Pandeló
Pepeu Correa, CEO da 30e, e Beno, empresário do System of a Down
Pepeu Correa, CEO da 30e, e Beno, empresário do System of a Down (Crédito: Divulgação)

A 30e acaba de anunciar um global deal com o System Of A Down e dá um passo decisivo na consolidação da empresa brasileira no circuito internacional do entretenimento ao vivo. O acordo estabelece uma parceria estratégica de longo prazo entre a produtora e uma das bandas mais influentes do rock mundial, com foco em projetos ao vivo, marketing, experiências e iniciativas especiais em diferentes territórios.

A parceria entre a 30e o System Of A Down segue um modelo que preserva integralmente a independência artística e o controle criativo do grupo. A lógica do acordo foge de contratos tradicionais de representação exclusiva e se apoia em alinhamento estratégico, confiança mútua e atuação conjunta em projetos específicos, especialmente no ambiente de grandes turnês e ativações ao redor do mundo.

O movimento vem na esteira do sucesso da “Wake Up! South America Stadium Tour”, realizada em 2025. Idealizada e promovida pela empresa brasileira, a turnê marcou um novo patamar de escala para o rock pesado no continente, tanto em público quanto em complexidade operacional.

Turnê sul-americana serviu de base para o acordo global

A “Wake Up! South America Stadium Tour” passou por cinco países e sete cidades da América do Sul, reunindo mais de 500 mil fãs em estádios. O número coloca a excursão entre os maiores eventos de música ao vivo já realizados no continente dentro do segmento de rock internacional.

Além do volume de público, a turnê se destacou pelo nível de produção, logística e integração entre as equipes locais e internacionais. A operação envolveu múltiplos fornecedores, adaptações a diferentes mercados e um padrão técnico compatível com grandes turnês globais.

Foi justamente esse desempenho que abriu caminho para a formalização do acordo global. A experiência demonstrou a capacidade da empresa brasileira de operar projetos de grande escala fora do eixo tradicional Estados Unidos e Europa, criando confiança para uma parceria de longo prazo.

System of a Down - Crédito pridiabr
System of a Down (Crédito: @pridiabr)

Modelo de parceria preserva autonomia artística da banda

Diferentemente de contratos que transferem decisões criativas ou estratégicas para promotores, o global deal firmado mantém o controle artístico totalmente nas mãos do grupo. A produtora passa a atuar como parceira global em projetos ao vivo e ações relacionadas, sem interferir no conteúdo musical ou nas escolhas estéticas.

“Essa parceria foi construída com base em valores, confiança e visão de longo prazo. O System Of A Down sempre usou sua música como voz cultural e artística, e isso conversa diretamente com a forma como a 30e acredita que grandes projetos devem ser construídos. É uma honra firmar uma parceria de longo prazo com uma das bandas mais importantes do mundo”, afirma Pepeu Correa, CEO da 30e.

A fala aponta para um modelo cada vez mais comum no mercado ao vivo internacional, em que artistas buscam parceiros capazes de executar projetos complexos sem abrir mão de autonomia. Para promotores, o desafio passa a ser oferecer escala, planejamento e inteligência de mercado, e não apenas infraestrutura.

Brasil como ponto de partida para a atuação global

Do lado da banda, o histórico de apresentações no Brasil teve peso direto na decisão. O país se tornou um dos principais mercados do grupo fora dos Estados Unidos, com shows marcados por grande engajamento do público e alta demanda.

“O Brasil é um lugar que amamos e onde o System vivenciou alguns dos melhores shows de sua carreira — tanto pela energia incomparável dos fãs incríveis e fervorosos quanto pelo profissionalismo e atenção aos detalhes da 30e. Estamos ansiosos por essa parceria empolgante e por ajudar a consolidar a 30e mundialmente”, diz David “Beno” Benveniste, empresário do System Of A Down.

A escolha de uma empresa brasileira como parceira global também sinaliza uma mudança no fluxo tradicional do mercado ao vivo. Em vez de acordos partirem apenas de grandes grupos internacionais, os produtores da América Latina passam a ocupar espaço como plataformas de alcance mundial.

Impacto no posicionamento internacional da 30e

Com o acordo, a empresa passa a ter operações e projetos que extrapolam a América do Sul de forma estruturada. A parceria funciona como vitrine internacional e, ao mesmo tempo, como laboratório para novos formatos de atuação em diferentes mercados.

Na prática, o global deal coloca a produtora em um novo patamar competitivo, ao lado de empresas que atuam como hubs globais de entretenimento ao vivo. O foco deixa de ser apenas a importação de grandes turnês e passa a incluir o desenvolvimento conjunto de projetos internacionais, com visão de longo prazo.

O movimento também dialoga com uma tendência mais ampla do setor: artistas consolidados buscam parceiros regionais fortes, capazes de operar globalmente sem a rigidez de modelos centralizados. Para o mercado latino-americano, o acordo funciona como sinal claro de maturidade operacional e estratégica.

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