A cineasta, diretora e produtora paulista Joyce Prado morreu nesta quarta-feira (10), aos 38 anos. Fundadora da Oxalá Produções e considerada um dos nomes mais importantes do audiovisual negro brasileiro, ela trabalhou com artistas como Luedji Luna e Margareth Menezes. Além disso, a profissional construiu uma trajetória marcada por obras dedicadas à história da população preta, à ancestralidade e à diáspora africana. A causa da morte não foi divulgada. A despedida será amanhã (12) no Memorial Parque Jaraguá, às 11h.
Seu primeiro longa-metragem, Chico Rei Entre Nós (2020), foi laureado com o prêmio de Melhor Filme na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Em 2022, Joyce concedeu uma entrevista ao Mundo da Música, na qual ela falou sobre o processo mercadológico por trás de um videoclipe, sua relação com o audiovisual e os trabalhos com Luedji Luna (“Banho de Folhas”, “3 Marias” e “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água”) e Margareth Menezes (“Terra Aféfé”). As artistas lamentaram a morte de Joyce nas redes sociais.
No último ano, Joyce esteve no WME Awards recebendo, mais uma vez, a premiação como “Melhor Diretora de Videoclipe”, ela havia ganhado anteriormente em 2018 e 2021. A profissional também já havia conquistado o Music Video Festival Awards em 2020.
Sua carreira também foi marcada por uma forte presença internacional, participando de laboratórios de prestígio como o Rotterdam Lab (Holanda), Berlinale Talents (Alemanha) e Ventana Sur (Argentina). Entre seus trabalhos recentes de destaque estão a série The Beat Diáspora (YouTube Originals) e Ancestralidades (canal Arte 1).
Em nota, a Associação de Profissionais Negros do Audiovisual (APAN) reforçou seu compromisso em honrar a trajetória da cineasta, que foi uma das fundadoras da associação: “Joyce é uma força imensa, que seguirá iluminando nossos caminhos. Ela segue sendo uma das principais referências para o audiovisual brasileiro e para o que somos e defendemos enquanto profissionais do audiovisual negro. Sua sagacidade, doçura, força, acolhimento e senso de justiça permanecem por aqui sendo uma bússola. A APAN irá honrá-la hoje e sempre”.
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