Luminate mostra como o gosto musical influencia encontros românticos

Conhecer o que uma pessoa escuta pode influenciar a escolha de programas e presentes no Dia de São Valentim, segundo pesquisa da Luminate.
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Nathália Pandeló
Casal conversando na rua e sorrindo - Dados da Luminate sobre o Dia de São Valentim

A música sempre teve espaço em encontros e relações, mas o impacto do gosto musical ganha mais atenção no Dia de São Valentim, que boa parte do mundo celebra em 14 de fevereiro. Dados recentes da Luminate indicam que saber o gênero favorito de alguém pode ser um caminho para evitar programas que não agradam e aumentar as chances de boas experiências.

A pesquisa U.S. Music 360 da Luminate mostrou que 36% da população dos Estados Unidos é solteira, e muitas dessas pessoas planejam encontros na data mais romântica do ano. Nesse contexto, música surge como mais do que trilha sonora, pois pode ajudar a definir o que fazer e onde ir.

Origem do Valentine’s Day e contexto brasileiro

O Dia de São Valentim tem origem em celebrações romanas e foi associado ao bispo Valentim, que realizava casamentos clandestinos. A data se consolidou como Dia dos Namorados em países como Estados Unidos e Reino Unido. No Brasil, a comemoração acontece em 12 de junho, mas a influência estrangeira tem feito o 14 de fevereiro ganhar espaço, principalmente entre jovens e nas redes sociais.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 81 milhões de pessoas no Brasil estavam solteiras. Esse número é maior que o de pessoas casadas, que era de 63 milhões. Além disso, o Tinder divulgou em 2023 que possui cerca de 10 milhões de usuários ativos no país, o que mostra como o público que busca encontros e relacionamentos é considerável.

Relação entre gêneros musicais e preferências

O estudo da Luminate apontou que fãs de Oldies, ou seja, canções das décadas de 50 a 70, têm 34% mais chances de gostar de viagens nacionais em comparação ao público geral. Além disso, são 40% mais propensos a visitar museus e galerias. Essas informações podem ser úteis na hora de pensar em um bate-volta de fim de semana ou um passeio cultural na data.

Quem gosta de Pop aparece com outros interesses. Fãs desse gênero vão 50% mais ao cinema do que a média da população e demonstram preocupação com pautas sociais, sendo 52% mais envolvidos em causas LGBTQ+. Isso pode orientar programas que envolvam cinema ou participação em eventos que apoiem essas questões.

Casal gay anda em uma passarela de mãos dadas - Dados da Luminate sobre o Dia de São Valentim

Hip-Hop e o perfil dos solteiros

Para quem escuta Hip-Hop e Rap, a pesquisa da Luminate destaca que 33% são mais propensos a estar solteiros. Também são 57% mais engajados em práticas esportivas. Por isso, atividades que envolvam movimento, como boliche, kart ou esportes ao ar livre, podem fazer mais sentido do que um jantar formal.

Embora o levantamento tenha foco no mercado dos Estados Unidos, ele levanta pontos que podem se refletir em outros contextos, já que o comportamento do consumidor e a relação com música têm similaridades em diversos países.

Mercado observa o uso desses dados

Empresas de entretenimento e streaming já percebem que essas preferências musicais podem ir além das playlists e ajudar em campanhas e produtos voltados para datas como o Dia de São Valentim. Ofertas personalizadas ou parcerias com setores de turismo, cinema e esportes surgem como possibilidades exploradas por essas plataformas.

Na música, artistas e gravadoras também podem enxergar brechas para fortalecer a conexão com o público, usando informações desse tipo na criação de experiências. Um lançamento perto da data ou uma edição limitada de produtos inspirada em gostos do público de cada gênero podem ser caminhos avaliados.

Gosto musical como ferramenta de engajamento

Ao mesmo tempo, esse cruzamento entre música e hábitos pessoais se alinha com a busca do setor por alternativas que mantenham a audiência engajada. Plataformas de streaming têm testado funções que envolvem gostos compartilhados entre amigos ou casais, em busca de fidelizar assinantes.

Gravadoras e escritórios de artistas também olham para esse tipo de dado como ferramenta de direcionamento em lançamentos e comunicações nas redes sociais. A tendência é que esse uso de informações de comportamento do público cresça, à medida que mais dados sobre a relação entre música e consumo se tornem disponíveis.

Possibilidades para o futuro

Embora a pesquisa da Luminate tenha como foco o Dia de São Valentim, o reflexo desses dados no mercado musical pode se estender a outras datas comemorativas e estratégias de longo prazo. Conectar música com experiências de consumo fora do streaming aparece como oportunidade em um setor que segue buscando alternativas para monetização.

Esse movimento pode resultar em novos formatos de parcerias entre artistas e marcas ou até em eventos pensados a partir dos perfis de fãs identificados por pesquisas como as da Luminate. A relação entre música e comportamento do público segue como um campo que interessa a empresas e profissionais do setor.

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