Tranquilo leva música autoral para diferentes cidades e recebe Roberta Campos no RJ
O Tranquilo conecta gerações e artistas com eventos intimistas que percorrem capitais brasileiras, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte.
Por Nathália Pandeló···3 min de leitura·
Criado em Belo Horizonte há seis anos, o Tranquilo nasceu como um sarau no quintal de amigos. Desde então, ganhou espaço e se transformou em um projeto itinerante, com eventos que acontecem em várias cidades brasileiras, reunindo artistas e público interessado em música autoral. A próxima edição é prova de que a ideia cresceu: será em 21/01, no Rio de Janeiro, com a cantora Roberta Campos.
Os encontros são divulgados apenas dias antes, o que reforça o caráter descontraído e exclusivo da proposta. Além disso, o público é incentivado a interagir e divulgar os eventos, criando uma rede de pessoas interessadas em novas experiências musicais.
Uma alternativa para artistas independentes
Com o lema “Ouvidos Atentos. Corações Abertos”, o Tranquilo busca promover um ambiente onde artistas independentes possam apresentar suas composições. Segundo Thales Silva, idealizador do projeto, o objetivo é oferecer uma experiência direta entre público e música, sem as barreiras comuns no mercado tradicional.
Para ele, o formato itinerante e o foco na música autoral fazem do projeto uma forma de ampliar o alcance dos artistas em diferentes cidades.
“O Tranquilo se tornou referência nacional de descoberta de artistas. O rolé atrai centenas de pessoas em SP e BH… todos dispostos a exaltar e propagar o trabalho de artistas. Desse modo, o projeto se transformou numa máquina de furar bolhas, apresentar artistas e dar a oportunidade das pessoas de verdadeiramente descobrir novos artistas”.
Thales Silva, idealizador do Tranquilo (Crédito: Cassiane Quevedo)
Próxima edição acontece no Rio de Janeiro
Depois de estrear no Rio de Janeiro em outubro e receber nomes como Tiê, Castello Branco, Julia Mestre, Julio Secchin, Nando Reis, Zé Manoel e Zeca Veloso, o Tranquilo retorna à Cidade Maravilhosa no dia 21 de janeiro, com uma apresentação da cantora Roberta Campos. Para participar, basta seguir o perfil oficial do projeto no Instagram e interagir nas publicações do evento.
Esse formato de divulgação, focado em redes sociais, tem sido uma característica do projeto desde o início. Ao evitar grandes estruturas ou divulgações massivas, o Tranquilo mantém o clima de proximidade entre artistas e público, o que parece atrair pessoas interessadas em novas experiências. A vibração intimista é um dos principais trunfos do projeto.
Música independente ganha espaço fora do circuito tradicional
Nando Reis se apresentou em uma das edições do Tranquilo (Crédito: Cassiane Quevedo)
Embora o Tranquilo tenha crescido ao longo dos anos, ele mantém características que o diferenciam de eventos mais tradicionais. O público que frequenta as apresentações parece buscar algo diferente do que é oferecido por festivais de grande porte, valorizando formatos menores e mais acessíveis.
Além disso, o projeto é um reflexo das mudanças no consumo de música, em que experiências mais personalizadas têm se tornado cada vez mais frequentes. Sem um local fixo e com eventos que variam de cidade para cidade, o Tranquilo parece estar ocupando um espaço próprio no mercado de música autoral brasileira.
Perspectivas para o futuro
Com eventos confirmados em diferentes cidades e um público que continua crescendo, o Tranquilo já se tornou parte da cena independente nacional. Mesmo sem grandes investimentos em divulgação, a proposta tem alcançado pessoas interessadas em descobrir novos artistas e composições.
Para os próximos anos, o desafio do projeto será expandir sem perder as características que atraem o público: a proximidade com os artistas e a valorização da música autoral. O formato flexível pode ser um trunfo para continuar se adaptando a diferentes cidades e públicos.
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