SP2B reúne inteligência artificial, dados e futuro do trabalho em debates que também impactam a música
Evento em São Paulo, SP2B reúne debates sobre IA, dados e trabalho, com temas que ajudam a entender mudanças também no mercado musical brasileiro.
Por Nathália Pandeló···4 min de leitura·
A primeira edição doSP2B reunirá debates sobre inteligência artificial, dados, transformação organizacional e futuro do trabalho entre 9 e 16 de agosto, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Embora o encontro atravesse diferentes setores, parte dessa agenda ajuda a entender mudanças que já alcançam a indústria da música, da gestão de equipes à relação entre artistas, plataformas, marcas e públicos.
Com o tema “A Nova Lógica do Empreendedorismo”, o evento prevê mais de 750 painéis, mil horas de conteúdo e cerca de dois mil palestrantes em mais de 20 palcos. A programação será organizada em oito espaços temáticos e deve receber mais de 500 mil pessoas ao longo de oito dias.
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Para quem trabalha com música, o interesse está na combinação entre tecnologia, negócios e cultura. A mesma infraestrutura digital que muda processos em bancos, empresas de varejo e startups também interfere na descoberta de artistas, no planejamento de lançamentos, na venda de ingressos, na análise de audiência e na organização das equipes.
Inteligência artificial e dados mudam decisões
SP2B ocupa o Parque Ibirapuera (Crédito: Divulgação)
Um dos eixos do SP2B será dedicado à inteligência artificial, à computação quântica, ao futuro do trabalho e às novas infraestruturas de valor. Em termos simples, o encontro discutirá como tecnologias emergentes alteram a forma de produzir, medir resultados, distribuir recursos e organizar funções dentro das empresas.
Entre os nomes confirmados está Sankar Venkatraman, embaixador global do LinkedIn, que atua com organizações em processos ligados à inteligência artificial, aos dados e à transformação do trabalho. Milton Beck, diretor-geral da plataforma para a América Latina, também participará da agenda sobre talentos e desenvolvimento profissional.
Esse debate conversa com uma questão presente no mercado musical: a adoção de novas ferramentas não elimina a necessidade de estratégia. Sistemas podem organizar informações, identificar padrões de consumo e automatizar tarefas, mas as equipes ainda precisam interpretar esses dados e decidir como aplicá-los a uma carreira. Sem esse filtro, a tecnologia pode acelerar processos sem necessariamente melhorar a direção de um projeto.
A programação também terá Ndidi Oteh, CEO global da Accenture Song, em uma discussão que cruza marketing, design, inovação e experiência do consumidor. Na música, essa combinação aparece em campanhas de lançamento, produtos para fãs, eventos ao vivo e conteúdos planejados a partir de diferentes pontos de contato com o público.
Do futuro do trabalho às experiências musicais
Esther Perel, Elisama Santos, Daniel Lamarre e Felipe Vassão são atrações do SP2B
O futuro do trabalho será outro tema recorrente no SP2B. Para o setor musical, a discussão envolve tanto novas funções quanto mudanças em atividades já conhecidas. Profissionais de marketing, produção, direitos autorais, distribuição e gestão de carreira lidam com um volume cada vez maior de dados e ferramentas, ao mesmo tempo que precisam manter repertório cultural, leitura de mercado e capacidade de relacionamento.
Heloisa Passos, fundadora da Trexx, participará da programação a partir de sua atuação entre blockchain, inteligência artificial e jogos. Tecnologias desse tipo ajudam a pensar novas formas de acesso, propriedade digital e interação com comunidades. Ainda assim, a aplicação na música depende de modelos compreensíveis para artistas e fãs, sem transformar a inovação em uma camada técnica distante do uso cotidiano.
A conexão com a cultura aparecerá também nos espaços Beats e Beside, voltados à música, à arte, à literatura, aos novos talentos e às apresentações ao vivo. Felipe Vassão, produtor vencedor do Latin Grammy pelo álbum “AmarElo”, deEmicida, e DJ Meme estão entre os participantes ligados diretamente à música.
Ao reunir esses assuntos no mesmo circuito, o SP2B trata a tecnologia como parte de mudanças econômicas e sociais mais largas. Para a indústria musical, o recorte ajuda a observar um cenário em que dados, inteligência artificial, formação profissional e experiências ao vivo deixam de funcionar separadamente. Eles passam a compor a mesma estrutura de decisões que define como projetos são criados, apresentados ao público e sustentados no mercado.
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