Terça, 04 Fevereiro 2020 11:40

Te conhecem de outros festivais?

Renata Gomes - Mestre em Comunicação, Cultura e Mídia, especialista em Marketing e atua há mais de uma década desenvolvendo estratégias de comunicação/marketing para marcas, startups e artistas do segmento musical. Integra o board da ong Women in Music Brasil, é docente universitária nas áreas de Comunicação, Marketing e Music Business e curadora/conselheira de eventos de inovação, música e cultura. Renata Gomes - Mestre em Comunicação, Cultura e Mídia, especialista em Marketing e atua há mais de uma década desenvolvendo estratégias de comunicação/marketing para marcas, startups e artistas do segmento musical. Integra o board da ong Women in Music Brasil, é docente universitária nas áreas de Comunicação, Marketing e Music Business e curadora/conselheira de eventos de inovação, música e cultura.

Oi, Eu sou a Renata Gomes.

Estudei Publicidade, na faculdade, Semiótica, na pós graduação, Comunicação e Cultura Midiática, no mestrado e agora estou na jornada do Doutorado continuando a estudar como a comunicação pode mudar de mídia pra mídia… seja ela a internet… ou mesmo as manifestações de rua.

Eu trabalho com Marketing e Comunicação há uns vinte anos. Desde o primeiro ano da faculdade. Mas antes disso eu era professora… sim… de crianças.

O reencontro com a docência se deu há uns seis anos, quando me vi professora de novo, desta vez para jovens e adultos, na universidade.

A melhor parte de ser professora é, justamente, a oportunidade que eu tenho de aprender coisas novas todos os dias. Seja pesquisando pras minhas aulas, ou mais ainda, quando estou no contato diário com os alunos.

 

Agora que eu já falei o que estudei e com o que trabalho, acho que posso falar um pouco de quem eu sou. É obvio que as coisas que eu estudo ou com as quais eu trabalho acabam definindo ou refletindo um pouco de quem eu sou… Mas eu não sou só essas coisas. 

Bom… eu devo confessar que  sou uma pessoa curiosa. Minha curiosidade é aquele tipo de coisa que me faz corajosa (quando eu quero saber algo, eu não tenho medo de perguntar), mas que também já me colocou em algumas enrascadas (quando eu era bem mais nova eu quase já fui expulsa de um museu por quase tocar uma obra de arte pra saber a sensação que era tocar aquela obra lendária).

Mas minha curiosidade também é um pouco seletiva. Eu não tenho curiosidade, por exemplo, pra filmes de terror, intrigas/fofocas, conteúdos sci-fi. Música, leituras, viagens e propósitos de vida estão entre os meus temas favoritos. OK, ok… memes de internet e a vida de algumas celebridades também me interessam! (risos).

Já que estamos ainda no começo do ano e ainda dá pra fazer alguns balanços de 2019, acho que posso compartilhar uma das experiências mais divertidas que começou no ano passado: integrar o conselho consultivo da SIM São Paulo.

É bem massa! É um olho no grupo de WhatsApp que temos lá e outro visitando e pesquisando os links e conteúdos que todos os dias os mais de 30 conselheiros compartilham.

Como é gostoso trabalhar com gente tão curiosa (ou mais) que você. É um grupo de gente envolvida com a música e entretenimento, cultura, economia criativa.

Uma turma que não se cansa de aprender e descobrir coisas diferentes todos os dias. Um aprendizado contínuo.

 

Foto: Renata Gomes e os integrantes do Conselho Consultivo SIM São Paulo. | Créditos: Dani Ribas

 

Uma das ocasiões mais divertidas é quando começamos a fazer a curadoria das bandas que vão tocar nos showcases da SIM. Imagina o desafio.

Só no ano passado foram mais de duas mil bandas inscritas, pra apenas 30 espaços de show. Nossa tarefa era a de (juntos) avaliar todas as bandas e trazer coisas novas, fortes e garantir representatividades.

A briga foi boa! Tanto é que tivemos que aumentar a quantidade de shows pra poder encaixar mais artistas incríveis que se inscreveram… e, mesmo assim, ainda ficou muita coisa interessante de fora.

 

Mas… uma coisa que me despertou a curiosidade (curiosidade, olha ela aqui de novo!) foi o fato de vários artistas e bandas não enviarem todas as informações solicitadas no formulário de inscrição.

Alguns formulários estavam apenas com parte das informações completas, dando a impressão que o artista havia desistido.

Faltou tempo? Faltou coragem? Faltou algum material que era solicitado? Meu reino (que nem vale tanto assim) pra saber o que aconteceu com cada um daqueles artistas e bandas.

 

Longe de querer ser a dona da verdade, mas se você me pedisse uma dica (e várias pessoas pedem) pra o que fazer pra tocar num showcase da SIM, a dica que eu daria é justamente a de se dedicar bastante no momento da inscrição.

Veja com antecedência quais são as infos e materiais solicitados e, caso não dê conta de preparar tudo, chame gente pra te ajudar.

Seja pagando alguém (se você tiver como) ou contando com parcerias.

As bandas selecionadas, na maior parte das vezes, são aquelas que conseguem despertar o interesse dos curadores ao compartilhar informações e materiais que mostrem o seu propósito e trajetória.

Quando solicitamos, por exemplo, um vídeo de uma performance ao vivo, é justamente pra que seja possível ver como é a performance do artista/banda no palco, a interação com o público.

Não precisa ser um show pra uma plateia do Rock n Rio.  O que precisamos ver é a energia e vibração que sua música gera.

 

No final das contas eu acho que se inscrever para um showcase da SIM ou de outro festival também é uma tarefa de curioso.

É importante você ir entendendo a lógica por trás das informações que são requisitadas.

Pra isso converse com as bandas que já se apresentaram, converse com as pessoas que frequentam o evento, converse com gente do evento.

Essa é uma parte importante pra entender se rola um match entre o seu propósito e o perfil de cada evento.

Isso ajuda a economizar e otimizar seu tempo pra que você invista de forma mais certeira nas ferramentas certas pra promover sua música e engajar com o seu público. 

 

E… por fim, mas não menos importante: frequente os eventos/festivais de música. Prestigie! Esteja presente. Estabeleça conexões genuínas… Isso pode fazer com que você “seja conhecido de outros festivais”.

Nem sempre a gente ganha algo (material/vantagem) em troca quando ajuda ou conecta outras pessoas. E tá tudo bem… pois quando a gente vai criando estas conexões tem uma coisa que a gente ganha e muito: a gente aprende com o outro.

Com as coisas que a gente admira, ou mesmo com as coisas que a gente pode não curtir tanto. Pode parecer piegas (ainda mais vindo de uma professora)  mas tudo, tudo, tudo é aprendizado.

E que rica é uma vida em que a gente pode sempre aprender algo novo todo dia, afinal talvez essa seja uma das coisas que ninguém possa tirar da gente, não é?

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Renata Gomes é mestre em Comunicação, Cultura e Mídiaespecialista em Marketing e atua há mais de uma década desenvolvendo estratégias de comunicação/marketing para marcas, startups e artistas do segmento musical.
Integra o board da ong Women in Music Brasil, é docente universitária nas áreas de Comunicação, Marketing e Music Businesse curadora/conselheira de eventos de inovação, música e cultura.
 
Última modificação em Terça, 04 Fevereiro 2020 15:29

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