Ex-funcionário de Eminem se declara culpado na Justiça após vazar músicas do rapper e violar Direitos Autorais
Joseph Strange, ex-funcionário de Eminem, chegou a lucrar cerca de US$50 mil após vender, sem autorização, músicas inéditas que desviou de um sistema de computador usado pelo cantor
Por Matheus de Carvalho···2 min de leitura·
A ação judicial que tem como alvo um ex-funcionário do rapper Eminem, Joseph Strange, ganhou mais um desdobramento ao final desta semana. O homem de 48 anos se declarou culpado perante a Justiça de Michigan, nos Estados Unidos, após ser acusado de vazar e vender, sem autorização, músicas até então inéditas do cantor. Pelo crime de violação de Direitos Autorais, Joseph pode enfrentar uma pena máxima de cinco anos de prisão.
O homem que é alvo do processo teria trabalhado para Eminem entre os anos de 2007 e 2021. Joseph trabalhava em um estúdio de música localizado em Ferndale, também no Michigan, onde o rapper criava suas músicas. Em determinado momento do período trabalhado, o homem ajudou a configurar e operar um sistema de computador onde as músicas inéditas do cantor, em diversas fases de produção, eram armazenadas.
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Joseph tinha acesso total ao sistema, ainda que fosse algo super restrito. Ele conseguia acessar, inclusive, os discos rígidos com músicas de Eminem que sequer tinham previsão de ser lançadas. O crime se concretizou em 2024, quando o ex-funcionário do rapper vendeu dez ou mais arquivos que desviou do sistema.
Compradores dos arquivos desviados pelo ex-funcionário de Eminem subiram as músicas na internet posteriormente à compra. (CRÉDITO: Unsplash)
Ex-funcionário de Eminem lucrou cerca de US$50 mil pelas vendas ilegais de um total de US$750 mil de prejuízo pelo crime
Sem a autorização de Eminem, Joseph faturou cerca de US$50 mil. Mais tarde, já com o processo judicial em curso, verificou-se que o valor atribuído à violação de Direitos Autorais provocada por ele era estimado em pelo menos US$750 mil, ou seja, 700 mil dólares a mais do que o valor que o homem lucrou com a venda ilegal das faixas.
“A conduta de Joseph Strange violou tanto os direitos legais quanto os artísticos. A Divisão Criminal permanece comprometida com a proteção da propriedade intelectual, responsabilizando aqueles que buscam lucrar com o roubo de conteúdo criativo e trabalhando com nossos parceiros da lei para impedir e desmantelar esses crimes”, argumentou o Procurador-Geral Adjunto A. Tysen Duva, da Divisão Criminal do Departamento de Justiça.
(CRÉDITO: Jeremy Deputat)
A Agente Especial Responsável Jennifer Runyan, do Escritório de Campo do FBI em Detroit, acrescentou: “A confissão de culpa de hoje reforça um princípio simples: a responsabilidade recai sobre aqueles que comprometem a integridade do trabalho criativo de outra pessoa[…]. Proteger a propriedade intelectual significa proteger o tempo, o talento e os meios de subsistência por trás dela, e continuaremos a tratar essas violações com a seriedade que merecem”.
Em novembro de 2025, no ano seguinte ao vazamento das músicas na internet, dados emitidos por plataformas de streaming apontaram que os áudios ilegais identificados pelo governo foram reproduzidos mais de 8 milhões de vezes. A sentença de Joseph Strange na Justiça está marcada para o próximo dia 27 de janeiro.
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