Carnaval 2026 deve movimentar R$ 5,9 bilhões na economia carioca, aponta Prefeitura
A projeção considera um público total de aproximadamente 8 milhões de foliões, distribuídos entre os desfiles das escolas de samba, blocos de rua e eventos tradicionais realizados no Carnaval 2026
Por Láisa Naiane···6 min de leitura·
O Carnaval 2026 deve movimentar cerca de R$ 5,9 bilhões na economia da cidade do Rio, segundo estimativa da Prefeitura. A projeção considera um público total de aproximadamente 8 milhões de foliões, distribuídos entre os desfiles das escolas de samba no Sambódromo e na Intendente Magalhães, os blocos de rua, bailes populares e eventos tradicionais, como os realizados na Cinelândia e na Avenida Chile.
O período analisado vai do pré-Carnaval, iniciado em 17 de janeiro, até o encerramento oficial da festa, em 22 de fevereiro, domingo após o Sábado das Campeãs. Os dados integram a quinta edição da publicação Carnaval de Dados, elaborada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), pela Casa Civil, por meio do Instituto Fundação João Goulart (FJG) e pela Riotur. O estudo considera os gastos de moradores e visitantes com hospedagem, transporte, alimentação, eventos e outros serviços direta ou indiretamente ligados ao Carnaval.
Desfile da Beija-Flor, durante o segundo dia de desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial – Foto- Fábio Motta:Prefeitura do Rio
“O Carnaval do Rio prova todo ano por que é o maior espetáculo da Terra. Nossas escolas de samba e os blocos colocam milhões de pessoas nas ruas para celebrar, transformando a cidade numa grande festa a céu aberto. É uma energia que contagia moradores e visitantes, que mostra a força da nossa cultura e projeta o Rio e o Brasil para o mundo inteiro. E, principalmente, é uma festa que põe dinheiro circulando, movimenta o comércio, o turismo, os serviços. Toda a economia da cidade ganha”, diz o prefeito Eduardo Paes.
Eduardo Paes, Prefeito do Rio. Foto: Divulgação
“O Carnaval do Rio é a maior celebração cultural do mundo. A festa atrai milhões de turistas brasileiros e estrangeiros, lota hotéis, movimenta o comércio e fortalece diversos setores da economia. São milhares de empregos gerados e oportunidades para trabalhadores e empreendedores da nossa cidade – ressaltou o vice-prefeito Eduardo Cavaliere.
Vice-Prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere. Foto: Divulgação
Outro destaque do levantamento é o retorno em arrecadação municipal nos dias de festa: em retorno econômico, a arrecadação municipal de ISS proveniente de serviços ligados direta ou indiretamente ao Carnaval gira em torno de R$ 240 milhões. Apenas os setores de turismo e eventos respondem por mais de R$ 47 milhões dessa arrecadação no mês da festa.
“O Carnaval transforma o Rio em vitrine para o mundo e movimenta bilhões na economia local. É cultura, mas também desenvolvimento econômico: a festa gera empregos, impulsiona o turismo, fortalece os serviços e garante retorno direto para a cidade, mostrando que investir no Carnaval é investir no Rio”, comenta o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
Presidente da Riotur, Bernardo Fellows. Foto: Alexandre Macieira/Riotur
De acordo com o comunicado oficial, a Prefeitura do Rio aplica anualmente cerca de R$ 100 milhões no Carnaval, incluindo incentivos culturais às escolas de samba — Grupo Especial, Série Ouro, Escolas Mirins e desfiles da Intendente Magalhães — além da operação do evento e da manutenção do Sambódromo. Entre 2022 e 2026, os incentivos culturais ao Grupo Especial somaram R$ 137,3 milhões, em valores deflacionados pelo IPCA de dezembro de 2025.
A operação do Carnaval envolve ampla mobilização da Prefeitura, com participação de 23 órgãos municipais e cerca de 32 mil servidores públicos. A maior parte desse contingente é formada por profissionais da Comlurb, com 13,1 mil trabalhadores, e da Guarda Municipal, com 12,5 mil agentes.
“Esse estudo deixa claro que investir no Carnaval é investir no desenvolvimento do Rio. São quase R$ 6 bilhões movimentados, com impacto direto na geração de empregos, no fortalecimento do turismo e na projeção internacional da cidade. É uma política pública que mobiliza toda a cidade – afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima.
Secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima. Foto: Divulgação
Carnaval de rua mantém protagonismo no Rio
A publicação também traz análise detalhada do Carnaval de Rua. Em 2026, estão previstos mais de 450 blocos, totalizando cerca de 1.786 horas de apresentações e público estimado em quase 7 milhões de foliões. Do total de desfiles, 40,2% ocorrem no pré-Carnaval, 51,5% durante a semana oficial e 8,3% no pós-Carnaval.
Os megablocos — 11 no total — concentram cerca de 53% do público estimado, com média de 180 mil pessoas por desfile e atuação exclusiva no Centro. Já os blocos tradicionais, mais numerosos (419), reúnem aproximadamente 46% dos foliões, com média estimada de 4 mil pessoas. Cerca de 37% dos blocos cadastrados têm público inferior a 500 pessoas.
A presidente do Instituto Fundação João Goulart, Rafaela Bastos, garante:
“A mais nova edição do Carnaval de Dados reforça o quanto o Carnaval amplia a capacidade de governos, ampliando o acesso ao repertório cultural da cidade, principalmente como vetor de desenvolvimento humano, urbano e econômico, que não se limita ao mês de fevereiro com impacto de atividades associadas o ano todo. O estudo mostra como dados e evidências qualificam decisões e fortalecem a gestão, ao reconhecer o Carnaval como manifestação cultural, evento estratégico e ativo de transformação social.”
A maioria do público total, cerca de 81%, participa de blocos com deslocamento, característica comum aos megablocos.
O sábado, 7 de fevereiro, concentra o maior número de blocos cadastrados (59). Na semana oficial, são esperados 57 blocos no sábado, 55 no domingo e 55 na terça-feira. Sábado e terça de Carnaval concentram os maiores públicos, com expectativa próxima de 1 milhão de foliões por dia.
Em relação aos horários, 17,2% dos blocos desfilam pela manhã, 44,3% à tarde e 38,4% à noite. O maior número de concentrações ocorre às 17h, seguido por 18h e 15h. Ainda assim, é no período da manhã que se observa a maior concentração de público, especialmente no Centro, impulsionada pelos megablocos, que tradicionalmente começam entre 8h e 9h.
A dinâmica varia conforme a região: no Centro, o pico ocorre pela manhã; na Zona Sul, os desfiles começam cedo e registram novo aumento de público no fim da tarde; na Barra da Tijuca, predominam blocos com saída mais tardia, geralmente na hora do almoço; já na Tijuca, há maior concentração no fim do dia.
O estudo também aponta a renovação do Carnaval de Rua. Em 2026, são 33 blocos estreantes, distribuídos por 21 bairros, com público estimado em cerca de 70 mil foliões. Desses, 15 estreiam no pré-Carnaval, 15 durante o Carnaval e três no pós-Carnaval.
A tradição permanece forte. O maior e mais antigo bloco da cidade é o Cordão da Bola Preta, fundado em 1919. Outros blocos históricos incluem a Banda de Ipanema (1965), Banda da Glória (1979), Bloco do Cachorro Cansado (1981) e Carmelitas (1990).
O número total de desfiles permanece estável em relação ao ano anterior: são 458 blocos em 2026, contra 457 em 2025. Cerca de 80% dos blocos que desfilaram no ano passado retornam às ruas. No geral, o crescimento do pré-Carnaval e o aumento do público médio indicam uma festa ainda mais movimentada este ano.
Na noite de sábado (17), Jorge Ben Jor não conteve a emoção ao realizar um de seus únicos shows de 2026. Cantor apresentou o espetáculo “Alquimia Popular Brasileira” para 51 mil pessoas, em São Paulo
19 de outubro de 2026
#capammBernardo FellowsBloco de RuaCarnavalCarnaval 2026CulturaEduardo Cavaliereeduardo paes
Universal Music Group e Sony Music defendem que dados da DistroKid sobre músicas geradas por IA ajudariam a demonstrar os efeitos dessas faixas no mercado; gravadoras buscam provas em processo contra Suno
Musixmatch acaba de adquirir a Music Reports, e a proposta da junção é a de ofertar “a identificação musical e a correspondência de direitos mais precisas do setor” e concentrar tudo isso em uma só plataforma
Vítima de câncer de próstata, Benito di Paula faleceu na noite deste domingo (18), em São Paulo, aos 84 anos. Artista deixa sucessos como “Retalhos de Cetim” e “Do Jeito Que A Vida Quer”