BMG cresce 8% organicamente e alcança receita de 444 milhões de euros no primeiro semestre
A BMG manteve margem EBITDA de 29% e fez o maior investimento semestral em direitos musicais de sua história entre janeiro e junho de 2026.
Por Nathália Pandeló···4 min de leitura·
A BMG anunciou hoje (28) encerrou o primeiro semestre de 2026 com receita de 444 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5% na comparação anual. Desconsiderados os efeitos de aquisições, vendas e variações cambiais, a alta orgânica chegou a 8%, equivalente a 34 milhões de euros.
O EBITDA operacional ajustado, indicador que ajuda a medir o desempenho da operação antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou 127 milhões de euros. O valor representa aumento de 4% sobre os 122 milhões de euros registrados no mesmo período de 2025. A margem EBITDA permaneceu em 29%, mesmo nível recorde do ano anterior.
Segundo a empresa, os resultados tiveram como motores o crescimento das assinaturas de streaming, os lançamentos de artistas atuais, a estratégia BMG Next e a compra de direitos musicais por meio do programa Boost, da Bertelsmann. Desde 2021, os investimentos em catálogos musicais pelo programa somam US$ 1,8 bilhão.
Investimentos em catálogos atingem recorde semestral
Nos primeiros seis meses de 2026, a BMG realizou o maior investimento em direitos musicais para um primeiro semestre de sua história. Ao todo, foram 14 aquisições de ativos de edição e música gravada, com a entrada da empresa em mais repertórios ligados à música eletrônica e ao country.
Entre os negócios anunciados estão direitos de Jelly Roll, do Fuji Music Group, cujo catálogo reúne obras associadas a John Lee Hooker, Hal David e Chess Records, além de ativos do cofundador do Snap!, Luca Anzilotti, e da banda Jet.
Thomas Coesfeld, CEO da BMG (Crédito: Bertelsmann)
“Nossos resultados do primeiro semestre refletem a força do negócio que construímos nos últimos anos. Por meio da BMG Next, nos tornamos um negócio mais focado, mais lucrativo e prioritariamente digital, mais capaz de investir em artistas, compositores e direitos musicais no longo prazo. O crescimento orgânico sustentado, a lucratividade recorde e o nosso maior investimento já realizado em direitos musicais em um primeiro semestre nos dão uma base sólida para as oportunidades futuras”, afirmou Thomas Coesfeld, CEO da BMG.
O executivo também detalhou que o uso de inteligência artificial está sendo utilizado para melhorar os processos internos e garantir maior lucratividade:
“A IA agora está sendo aplicada em escala em toda a BMG para atender melhor nossos clientes e titulares de direitos, conectando a música aos públicos certos, aprofundando o envolvimento dos fãs, gerando oportunidades de receita e melhorando a produtividade”, acrescentou.
Na área de edição musical, as novas contratações incluíram Gary Barlow, Tricky Stewart, Kybba e MCR-T. Já Jamiroquai, Yung Gravy, Ocean Sleeper, Carly Pearce e Tash Sultana fecharam contratos com a BMG para música gravada.
Lançamentos e inteligência artificial impulsionam os resultados
O desempenho dos lançamentos recentes teve a participação de Lily Allen, Louis Tomlinson e Marteria. Na edição musical, a empresa citou resultados de obras de Bruno Mars e Jelly Roll. O catálogo foi impulsionado por “Blue”, de yung kai, “What Is Love”, de Haddaway, e “Lost On You”, de LP.
A BMG também passou a aplicar inteligência artificial e análise de dados para identificar os públicos com maior chance de ouvir determinados artistas, orientar campanhas digitais, trabalhar o catálogo e buscar novas receitas. No primeiro semestre, a empresa lançou o BMG Motion AI, ferramenta destinada à criação em escala de peças visuais em movimento para o Apple Music.
O próximo movimento previsto é a união entre BMG e Concord, anunciada em abril. A operação será apoiada por um investimento em dinheiro superior a US$ 1,16 bilhão da Bertelsmann e ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores. Caso seja concluída, a Bertelsmann terá aproximadamente 67% da nova empresa, e afiliadas da Great Mountain Partners ficarão com cerca de 33%.
“Juntos com a Concord, teremos maior escala, capacidades mais abrangentes e mais recursos para investir em artistas e compositores, fortalecer o apoio que oferecemos a criadores e parceiros e gerar mais valor de longo prazo a partir dos direitos musicais”, concluiu Coesfeld.
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